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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Evangelizar pode ser considerado assédio religioso?

Rapazes lendo a Bíblia em lugar público. Foto: Reprodução

“A Assembleia Legislativa do RJ tentou, há pouco tempo, aprovar lei contra evangelização. Com a eleição de Lula o receio é de que algum tipo de legislação tente parar a proclamação do Evangelho”, diz pastor.

Por Lilia Barros

O Projeto de Lei número 4257/2018 que dispõe sobre a proibição de assédio religioso em ambientes públicos e privados no Estado do Rio de Janeiro deu um susto na Igreja e nos pastores que atuam naquele estado. Porém, a bancada evangélica votou contra e não permitiu que o PL passasse.

Com a vitória do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o assunto volta a preocupar os cristãos cariocas. “Mas o que de fato configura assédio religioso?”, questiona o pastor Leonardo Távora, do Rio de Janeiro, que suspeita de perseguição e até de aprovação de uma legislação contrária aos princípios bíblicos sobre evangelização.

“A Igreja pode sim sofrer algum tipo de perseguição, pode ser criado algum tipo de lei que tente parar a proclamação do Evangelho. Aqui no Rio de Janeiro, há pouco tempo, na Assembleia Legislativa, um parlamentar criou uma lei que dizia sobre o assédio religioso, ou seja, pessoas não poderiam abordar outras falando do Evangelho; entregar um folheto a uma pessoa e dizer:’Jesus te ama’, poderia configurar crime porque se a essa pessoa se sentisse constrangida poderia ir à delegacia onde seria constituído o assédio religioso, mas graças a Deus, devido a própria bancada evangélica, isso não passou. Mas é possível que algum tipo de lei nesse aspecto possa surgir”, afirma.

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No entanto, o pastor se diz confortável porque a Igreja já sofre perseguição desde os seus primórdios mas a promessa de Cristo é de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja dele.

“Ainda que o inferno se levante usando o governo para tentar nos parar, nós vamos continuar atravessando anos, séculos, até que Cristo venha nos buscar, então é isso que me conforta: a palavra de Cristo diz que o mal não vai prevalecer contra a Igreja do Senhor, (Mt. 16:17,18). A igreja venceu Roma, a Igreja venceu o Coliseu e não vai ser um governo de quatro anos que vai nos parar.”

Inconstitucional

Em resposta ao questionamento do pastor sobre o significado de assédio, o advogado cristão Rodrigo Carlos de Souza esclareceu que significa constranger, intimidar, agredir causando dor ou angústia em alguém e que o Projeto de Lei sobre assédio religioso trata da violação da intimidade e privacidade da pessoa sem que ela permita.

“Esse PL é um absurdo, uma aberração, primeiro porque o povo evangélico não pratica isso, segundo porque se houver a tentativa de aprovar uma lei dessa natureza vai ferir a Constituição Federal que nos garante liberdade religiosa e a lei será considerada inconstitucional, inclusive essa ordenança de pregar a Palavra de Deus está na Bíblia (Mc 16:15). Eu nunca vi um evangélico praticar esse tipo de violação, porque ele entrega um folheto, convida para ir a igreja e a pessoa vai se quiser, nesse caso não há violação nem preconceito. Para não desrespeitar a intimidade ou privacidade de alguém basta fazer o que os crentes já fazem: se identificar e falar se a pessoa permitir, se ela não quiser, não precisa insistir”. 

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