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quinta-feira, 15 DE janeiro DE 2026

Religião, idade e futuro: os fatores que moldam a política das gerações

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O Artigo 236 do Código Eleitoral, que veta a prisão de candidato, vale também para fiscais eleitoral, mesários e delegados de partido - Foto: Reprodução

Evangélicos e política: quais as tendências da geração mais jovem?

Por Cristiano Stefenoni

A nova radiografia política do país evidencia um Brasil que, longe de ser homogêneo, se fragmenta de acordo com idade, crenças e expectativas de futuro. O levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta terça-feira (2), mostra que o posicionamento ideológico dos brasileiros sofre mudanças significativas conforme a geração analisada, produzindo um contraste cada vez mais visível entre jovens e idosos.

No balanço nacional, a divisão é praticamente equilibrada — 42% se declaram de direita e 40% de esquerda —, mas a distribuição por faixa etária revela inclinações bem distintas. Entre os mais jovens, a preferência é clara. A Geração Z, compreendida entre 16 e 28 anos, aparece com 52% alinhada à direita ou centro-direita, enquanto 31% se identificam com a esquerda e 12% afirmam não seguir qualquer posição política. 

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O mesmo movimento surge entre os Millennials (29 a 44 anos), dos quais 51% se declaram de direita e 27% de esquerda, com 20% dizendo não ter orientação definida. É somente a partir da meia-idade que o cenário se inverte: 52% da Geração X (45 a 60 anos) afirmam ter posicionamento de esquerda, percentual que sobe para 57% entre os Baby Boomers (61 a 79 anos), grupo no qual apenas 25% se alinham à direita.

O estudo também avaliou como a religião interfere na perspectiva política dos entrevistados, e os resultados reforçam diferenças já percebidas em pesquisas anteriores. A maioria dos evangélicos — 56,6% — se identifica com a direita, enquanto apenas 11,1% afirmam ser de esquerda. Entre os católicos, o movimento é oposto: 32,7% se dizem de esquerda. A predominância esquerdista é ainda mais forte entre agnósticos e ateus, onde 60,6% se posicionam dessa forma.

Além da política, a pesquisa investigou como cada geração define sucesso e estabelece prioridades na vida adulta. Os Millennials foram o único grupo etário a valorizar a família acima da carreira: 51% apontam casar e ter filhos como principal indicador de sucesso, enquanto 42% preferem priorizar a trajetória profissional. A Geração Z, porém, apresenta um comportamento bem diferente — 57% consideram o trabalho mais importante, e apenas 15% colocam a família no topo da lista.

O recorte religioso reforça a distância entre as percepções: entre evangélicos, a divisão é mais equilibrada (49,8% priorizam a família e 45,9% a carreira), enquanto entre católicos a preferência pelo trabalho sobe para 71,1%. Entre agnósticos e ateus, a carreira se torna quase uma unanimidade, com 79,6% das respostas.

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A pesquisa também aborda o olhar das gerações sobre o futuro — e aqui o pessimismo aparece de forma mais intensa entre os mais jovens. Apenas 11% da Geração Z acreditam que terão muito mais oportunidades econômicas do que seus pais, uma percepção compartilhada por somente 19% dos Millennials.

Quando a pergunta é sobre o futuro do Brasil, o otimismo cai ainda mais: apenas 10% dos jovens da Gen Z e 9% dos Millennials se declaram “muito otimistas”. Em ambos os grupos, dois elementos se repetem como maiores desafios pessoais: o alto custo de vida e a saúde mental, problemas que se tornaram centrais no cotidiano dessa parcela da população.

 

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