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terça-feira, 3 DE fevereiro DE 2026

Evangélicos podem decidir 2026: entenda o impacto

Pauta dos costumes exerce influência no voto do eleitor evangélico, segundo analistas políticos - Foto: The Send

Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula na liderança, mas revela o peso decisivo do voto evangélico na consolidação da direita e na definição do segundo turno

Por Denise Miranda

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, publicada nesta quarta-feira (14), trouxe dados amplos sobre a corrida presidencial de 2026, com destaque para a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários de primeiro turno. Mesmo assim, o levantamento aponta um papel decisivo do eleitorado evangélico na disputa, especialmente na definição do segundo lugar e no apoio a candidatos de direita.

O levantamento Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. No cenário estimulado do primeiro turno, Lula aparece com cerca de 36% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro com aproximadamente 23%. Outros nomes testados, como Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior, ficaram mais distantes.

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A pesquisa não divulgou um recorte detalhado por religião pública no relatório principal, mas dados complementares mostram que a aprovação do governo Lula entre evangélicos caiu de 33% para 31%, com 64% desse segmento desaprovando a gestão.

Levantamentos anteriores da Quaest/Genial e de outras consultorias já mostraram que o segmento evangélico tende a apoiar fortemente figuras do campo conservador. Em sondagem mais antiga, por exemplo, Jair Bolsonaro liderava com mais de 50% das intenções de voto entre evangélicos, contra cerca de 27% de Lula no mesmo grupo — um recorte que reflete a importância da religião como fator de escolha de voto no Brasil.

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Os dados também demonstraram que a polarização entre Lula e a direita — representada principalmente por Flávio Bolsonaro — permanece forte, e o voto evangélico tem sido apontado como um dos pilares desse desempenho conservador. Pesquisas complementares indicam tendência de preferência majoritária de evangélicos por candidatos alinhados à agenda de valores religiosos e políticas de segurança pública.

Especialistas políticos analisam que esse apoio se traduz não apenas em adesão a nomes específicos, mas também em discurso e mobilização comunitária. Entre temas que mobilizam esse eleitorado estão a defesa de valores familiares, liberdade religiosa, segurança pública e políticas pró-vida — pautas amplamente discutidas pelas lideranças evangélicas nos últimos anos.

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Apesar da predominância de Lula nas projeções gerais, a força evangélica pode influenciar significativamente o panorama eleitoral, sobretudo na consolidação de um nome competitivo da oposição que consiga agregar a base conservadora com outros segmentos insatisfeitos com o atual governo.

 

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