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domingo, 11 DE janeiro DE 2026

Câmara recebe propostas sobre armamento e assistência religiosa

Participantes da Tribuna Livre defendem mudanças sobre acesso a armas e liberdade religiosa no plenário da CMV. Foto: Divulgação
Participantes da Tribuna Livre defendem mudanças sobre acesso a armas e liberdade religiosa no plenário da CMV. Foto: Divulgação

A advogada defende revisão da Lei do Desarmamento e cobra garantia de atuação religiosa em instituições

Por Denise Miranda

A Sessão Ordinária da Câmara de Vitória desta segunda-feira (1º) foi marcada por debates de forte impacto social durante a Tribuna Livre, espaço destinado à participação da sociedade civil.

A advogada Maria Rita Milhomem, especialista em Direito Armamentista, e o pastor Sérgio Junger apresentaram aos vereadores propostas relacionadas ao acesso do cidadão comum a armas de fogo e à garantia de assistência religiosa em instituições públicas e privadas.

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Cada um, dentro de sua área, defendeu que o Legislativo municipal se envolva em mudanças legislativas e normativas que assegurem direitos previstos na legislação federal e, segundo eles, ainda pouco efetivados na prática.

Ao abordar o tema do armamento civil, a advogada Maria Rita Milhomem resgatou o referendo de 2005, quando a população brasileira respondeu favoravelmente à possibilidade de possuir armas de fogo legalizadas. Segundo ela, o entendimento popular não foi plenamente respeitado, e a Lei do Desarmamento segue impondo barreiras e burocracias que inviabilizam o acesso legal, especialmente para grupos vulneráveis.

A advogada propôs a criação de uma Comissão Especial para revisar a legislação com base no resultado do referendo, sugeriu prazo máximo de 60 dias para análise dos processos, além de prioridade para mulheres sob risco real — especialmente as que possuem medidas protetivas descumpridas — e para vítimas de crimes comprovados.

Maria Rita defendeu ainda estabilidade normativa mínima de 24 meses, argumentando que mudanças frequentes nas regras prejudicam a segurança jurídica e dificultam o controle estatal sobre o mercado legal de armas.

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Na sequência, o pastor Sérgio Junger concentrou sua fala na assistência religiosa. Ele lembrou que a Constituição Federal garante a livre manifestação de fé e o direito de acesso a suporte espiritual em instituições públicas e privadas, mas destacou que esse direito, na prática, enfrenta restrições em locais como asilos, casas de recuperação, abrigos e albergues.

Para o líder religioso, a regulamentação local é essencial para evitar interpretações que limitem a entrada de pastores, padres e outros representantes religiosos em espaços onde, segundo ele, há demanda por acolhimento espiritual. Junger afirmou que a assistência religiosa cumpre papel importante no suporte emocional e na reintegração social de pessoas institucionalizadas e pediu que a Câmara avalie medidas que assegurem o cumprimento efetivo desse direito.

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As apresentações chamaram a atenção dos parlamentares e reacenderam discussões sobre o papel das câmaras municipais na mediação de temas que atravessam tanto a legislação federal quanto políticas públicas locais.

As propostas agora poderão ser analisadas pelas comissões competentes, que decidirão sobre encaminhamentos futuros. A Tribuna Livre, mais uma vez, se consolidou como espaço de participação e escuta social, permitindo que demandas diversificadas — da segurança pública à liberdade religiosa — entrem na agenda do Legislativo de Vitória.

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