Evangélicos defendem política externa sobre gênero no STF

ANAJURE em Comitê da ONU sobre ONGS. (Foto: Times of Israel)
ANAJURE em Comitê da ONU sobre ONGS. (Foto: Times of Israel)

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), entidade de promoção e defesa da dignidade humana, pede autonomia do Itamaraty

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) sai em defesa da política externa do governo de Jair Bolsonaro. Ela pede ao STF que a autonomia do Itamaraty sob o comando de Ernesto Araújo não seja minada.

A iniciativa ocorre após um pedido da Associação Brasileira LGBT, a corte, para ter acesso aos documentos que instruem diplomatas brasileiros no exterior a vetar os termos “gênero” nas negociações internacionais. Ao invés de igualdade de gênero, o Itamaraty quer “igualdade entre homens e mulheres”. Para o governo, sexo é feminino e masculino.

O ministro Gilmar Mendes acatou o pedido da entidade e solicitou que o Itamaraty apresente telegramas internos e justifique seu posicionamento que, na ONU, colocou o Brasil alinhado com países como Arábia Saudita e Egito.

O Itamaraty se negou a apresentar os documentos internos e, agora, conta com o apoio de juristas evangélicos. Eles solicitam a condição de Amicus Curiae (Amigos da Corte) no processo. “A Anajure se qualifica para tal função e auxilia a dar voz, de forma técnica, a expressiva parcela da população brasileira, a dos cristãos”, diz.

Segundo os juristas evangélicos, os grupos LGBT acionaram a corte para tentar impor sua teoria de gênero. “A associação do vocábulo ‘gênero’ ao sexo biológico, no entanto, não restringe direitos, apenas parte de pressuposto teórico distinto do adotado pelos grupos LGBT”, justifica.

ANAJURE 

Um dos objetivos da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), Em Defesa das Liberdades Civis Fundamentais, é constituir-se como uma entidade de promoção e defesa da dignidade da pessoa humana.

Assim, constituindo uma entidade de auxílio e defesa administrativa e jurisdicional das igrejas e denominações evangélicas. Da mesma forma nos casos de violação dos direitos fundamentais de liberdade religiosa e de expressão, entre outras.

*Da redação, com informações de Jamil Chade da Uol 


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