Até 2020, 4 mil venezuelanos serão acolhidos por evangélicos

Foto: Reprodução

Meta foi estipulada no 1º Encontro Nacional de Pastores em apoio à Operação Acolhida, realizado em Boa Vista, Roraima. Ainda em 2019, 700 refugiados venezuelanos serão interiorizados

Quatro mil imigrantes venezuelanos devem ganhar uma chance de recomeçar a vida em solo brasileiro. Tudo por conta de uma ação de acolhimento desenvolvida por lideranças de várias igrejas evangélicas do país, no ano de 2020. A meta foi estipulada no I Encontro Nacional de Pastores em apoio à Operação Acolhida, que aconteceu nos dias 7 e 8 de novembro, em Boa Vista (RR).

O encontro foi idealizado pelos empresários Carlos Wizard e Michael Aboud. O objetivo foi de conscientizar as igrejas a participarem do programa aos refugiados que chegam ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

“Existe uma urgência de que a sociedade contribua para acolher os refugiados no Brasil, dando mais dignidade a eles. Os refugiados precisam ser levados para outras regiões do Brasil onde tenham condições de recomeçar”, afirmou Michael Aboud.

Ainda esse ano 700 pessoas serão recebidas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. As três primeiras famílias vão chegar nos próximos dias ao Rio de Janeiro. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella se comprometeu a dar apoio aos refugiados. A igreja Batista Atitude também vai acolher 25 famílias. Todas com uma vaga de emprego.

Igrejas cadastradas

Hoje no Brasil existem 80 mil Cadastros Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de instituições religiosas no País. A meta é esvaziar os abrigos de refugiados de Roraima. “Se apenas 10% das igrejas adotarem uma família é possível acolher todos os refugiados que se encontram em situação precária em Roraima”, afirmou Carlos.

Atualmente, são 13 os abrigos no Estado que atendem cerca de sete mil pessoas. “Há mais três mil imigrantes em ocupações irregulares de logradouros ou prédios públicos. Há centenas de pessoas nas ruas e no entorno da rodoviária de Boa Vista”, complementou.

Diariamente cerca de 500 venezuelanos ingressam no Brasil pelas fronteiras de Roraima. “O único caminho para evitar um colapso no estado e dar um futuro para as pessoas, é a interiorização. E a solução é dividir entre todos os Estados do país. É preciso otimizar o trabalho que vem sendo feito pelo Governo Federal para que mais pessoas sejam atendidas”, afirma Wizard.

Vida nova para 6 mil venezuelanos

O projeto Brasil do Bem, que é desenvolvido pelo empresário e sua esposa, que dar uma vida nova para seis mil venezuelanos que chegaram a Brasil no último ano. Inclusive com emprego.

Por meio do projeto, são criadas oportunidades para que as milhares de pessoas que chegam ao País reconstruam suas vidas em outras cidades e estados brasileiros. E que os venezuelanos tenham acesso a moradia, alimentação, saúde, emprego e renda.

Líderes comunitários de todo o país colaboraram nessa causa humanitária. “Atualmente estou convidando líderes empresariais, comunitários e religiosos a contribuir no acolhimento de famílias venezuelanas que chegam ao Brasil fugindo da fome, da miséria e da crise humanitária que afeta o país vizinho”, explicou.

Carlos Wizard Martins
Empresário Carlos Wizard. Foto: Divulgação

Carlos Wizard Martins é empresário, professor e escritor. Desde 2018, se dedica em tempo integral a contribuir com a causa dos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil.

Para isso, articula ações de acolhimento, mobilizando lideranças dos mais diversos ramos de atuação em todo o País.

Membro do Comitê de Interiorização da Casa Civil do Governo Federal, desde o final de 2018, Wizard é ligado à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que tem como uma de suas premissas o serviço humanitário.

Saiba mais sobre a o projeto Brasil do Bem
Informações: (19) 99955.9050


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