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sábado, 15 junho 2024

Evangélico pode celebrar Corpus Christi?

Foto: A festa é tradicionalmente conhecida por seus tapetes de rua com imagens dos símbolos da Igreja Católica. Foto: Marcello Casal Jr., Agência Brasil/Divulgação

A festa é tradicionalmente conhecida por seus tapetes de rua feitos com areia colorida que representam imagens dos símbolos católicos.

Por Cristiano Stefenoni

Celebrado no Brasil desde o século 16, Corpus Christi é realizado sempre 60 dias após a Páscoa. Este ano, a data cairá na quinta-feira (08). Apesar de não ser um feriado oficial, é comum as empresas e órgãos públicos darem folga aos seus colaboradores. A festa é tradicionalmente conhecida por seus tapetes de rua feitos com areia colorida, café, sal e cascas de ovos, com imagens dos símbolos da Igreja Católica. Mas o evangélico, pode celebrar essa data?

Antes é importante entendermos a origem dessa celebração. O nome “Corpus Christi”, em latim, significa “Corpo de Cristo”. A data foi criada no século 13 pelo Papa Urbano IV, com o objetivo de celebrar a Eucaristia, cerimônia em que os fiéis recebem, na missa, a hóstia, que representa o corpo de Jesus. Em outras palavras, o feriado foi criado para celebrar a morte e a ressurreição de Cristo.

“Não seria correto o cristão evangélico celebrar o Corpus Christi exatamente por ser uma tradição católica e de algumas igrejas anglicanas. Da mesma forma, que não faz sentido as igrejas protestantes comemorarem essa data visto que elas seguem outra confissão de fé e de doutrina”, explica o professor universitário, Charles Fabian Costa Fernandes, que é doutor em Ministério pelo Fuller Theological Seminary, California, EUA.

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Com relação a aproveitar o feriado, mesmo não crendo no que ele representa, o professor diz que não há problema algum, visto que a folga é dada por questões culturais e varia de uma empresa para outra.

“Não há nenhum problema, como há tantos outros feriados nacionais, como o caso do carnaval por exemplo, onde nós evangélicos não participamos das festividades, mas aproveitamos o momento para descansar”, ressalta Fernandes.

Ele também não vê problemas do evangélico visitar os locais onde são expostos os tapetes nas ruas, exatamente pelo evento já fazer parte da cultura nacional em algumas cidades. “É uma manifestação cultural. Não há nenhum problema em ir e apreciar essas representações artísticas com temas religiosos”, diz o professor.

Por outro lado, Charles Fabian lembra que a fé das pessoas que acreditam na data deve ser tratada com respeito, além de ser uma boa oportunidade para testemunhar.

“A igreja pode aproveitar a data com programações especiais para promover o evangelismo. E se houver algum católico na família, deve haver respeito e jamais críticas ou pronunciamentos que possam ofender a fé da pessoa”, orienta.

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