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sexta-feira, 12 DE dezembro DE 2025

Evangélicas são as que mais têm filhos no Brasil, aponta Censo

Segundo o levantamento, as mulheres evangélicas são as que mais têm filhos no Brasil atualmente, com uma média de 1,7 filho por mulher. Foto: Freepik

Dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (27) mostram variações na fecundidade de acordo com religião — de 1,7 filho entre evangélicas a 1,0 entre espíritas

Os dados mais recentes do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE, revelam que a religiosidade das mulheres brasileiras está associada a diferentes padrões de fecundidade. Segundo o levantamento, as mulheres evangélicas são as que mais têm filhos no Brasil atualmente, com uma média de 1,7 filho por mulher. Esse número é superior à média nacional, que está em 1,55 filho. Já as mulheres espíritas apresentam a menor taxa de fecundidade entre todos os grupos religiosos, com apenas 1,0 filho por mulher.

O estudo do IBGE considerou todas as mulheres com 12 anos ou mais e levou em conta o número de filhos nascidos vivos até a data de referência do Censo, 31 de julho de 2022. Ao analisar os dados por religião, observa-se que as mulheres católicas e as sem religião aparecem empatadas, com média de 1,5 filho. Já aquelas que seguem outras crenças, como as religiões afro-brasileiras, têm média que varia entre 1,2 e 1,4 filho.

Além do número de filhos, o Censo também apontou diferenças na idade em que as mulheres tornam-se mães, de acordo com a fé professada. As evangélicas, por exemplo, concentram seus nascimentos entre os 25 e 29 anos. Católicas e mulheres sem religião também seguem padrão semelhante. Já entre as espíritas, a maternidade tende a acontecer mais tardiamente, com maior frequência entre os 30 e 34 anos.

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Para os especialistas do IBGE, embora a religião tenha um peso simbólico e comportamental importante, ela não é o único fator que influencia nas taxas de fecundidade. A orientação religiosa está entrelaçada com outros aspectos determinantes, como o nível de escolaridade, a condição econômica, o pertencimento racial e o local de residência. Portanto, os dados devem ser interpretados com cautela, levando em conta esse conjunto de variáveis sociais.

Os resultados confirmam uma tendência já observada em décadas anteriores: a fecundidade no Brasil vem caindo de forma constante e a maternidade está sendo adiada. No entanto, o recorte por religião mostra que essa mudança não acontece de forma homogênea entre os diferentes segmentos da população.

Em geral, mulheres de religiões com maior presença entre as classes populares, como o segmento evangélico, continuam tendo mais filhos e mais cedo. Já aquelas pertencentes a grupos com maior escolaridade e renda, como as espíritas, tendem a ter menos filhos e mais tarde.

Esse retrato traçado pelo Censo 2022 evidencia que fé e fecundidade caminham juntas na formação das famílias brasileiras, mas sempre atravessadas por fatores sociais, culturais e econômicos que moldam as decisões sobre maternidade em todo o país. Com informações do G1

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