22.1 C
Vitória
terça-feira, 22 setembro 2020

EUA ataca a Síria e Rússia pressiona Israel para dividir Jerusalém com palestinos

Leia também

‘Mistura de ceticismo com desconhecimento’ afeta soluções ambientais, diz Barroso

Ministro chegou a indicar que, em razão da semelhança dos assuntos, as ações poderão até ser levadas a julgamento juntas

Aras se diz contra pedido da prefeitura do RJ para volta às aulas na rede privada

De acordo com o procurador-geral, o deferimento dos pedidos de suspensão de segurança, de liminar e de tutela provisória tem caráter excepcional

Doria diz ter plano estadual alternativo à vacinação contra covid-19

O governador porém ressalvou: "tenho certeza que Ministério da Saúde não caminhará, não trilhará um caminho ideológico, partidário e eleitoral"

O Presidente americano Donalt Trump ordenou primeiro ataque direto contra o regime Assad. Mais de 50 mísseis foram lançados contra base militar na Síria em retaliação ao ataque químico desta semana. Porta-aviões americanos situados no Mar Mediterrâneo dispararam uma série de mísseis contra a Síria na madrugada desta sexta-feira (07/04), em retaliação pelo suspeito ataque químico que deixou mais de 80 mortos nesta semana e cuja responsabilidade é atribuída pelos EUA ao presidente sírio Bashar al-Assad.

Em 4 de abril, um bombardeio aéreo contra a cidade rebelde de Khan Sheikhun (província de Idleb, norte) causa 86 mortos, entre elas 30 crianças, e mais 160 feridos, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

As autoridades americanas informaram que os 59 mísseis Tomahawk tinham como alvo a base aérea de Shayrat, na cidade de Homs, de onde se acredita que partiram os caças que lançaram o ataque químico sobre Khan Cheikhoun na terça-feira. O bombardeio americano atingiu aeronaves sírias, uma pista de pouso e estações de abastecimento, disseram os militares.

A televisão estatal síria chamou o ataque de “ato de agressão” por parte dos EUA e citou uma fonte militar que informou sobre danos causados pelo bombardeio, sem dar detalhes. De acordo com o governador de Homs, o ataque deixou mortos.

Esta é a primeira vez que os Estados Unidos atacam diretamente as forças de Assad em seis anos de guerra. Até então, o país havia concentrado esforços em combater o autoproclamado “Estado Islâmico” na Síria e no Iraque, assim como militantes ligados à rede terrorista Al Qaeda que controlam grandes partes da província de Idlib, onde fica a cidade de Khan Cheikhoun.

O dilema para Trump é que uma campanha militar para enfraquecer as forças de Assad provavelmente vai fortalecer grupos terroristas que combatem o regime sírio em solo. Durante a campanha presidencial, Trump havia advertido contra o país ser arrastado para dentro do conflito multilateral.

A ação desta sexta-feira representa um forte acirramento no conflito, após o presidente Trump ­ter indicado que haveria retaliação dos EUA por causa do suspeito ataque químico. Em um pronunciamento feito em seu resort Mar-a-Lago, onde se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, Trump declarou que o ataque com mísseis é de “interesse vital para a segurança nacional”.

Pressão
E uma decisão inesperada e sem precedentes foi tomada pela Rússia nessa quinta-feira, 6. Moscou anunciou o reconhecimento de Jerusalém ocidental como capital de Israel. Sendo assim, pela primeira vez na história moderna ocorre esse tipo de reconhecimento. Desde o plano de divisão de 1948, Jerusalém, com todos os seus locais sagrados, era considerada uma “cidade internacional”.

A prefeitura de Jerusalém comemora os 50 anos da reunificação, conquistada em 10 de junho de 1967, após uma vitória militar contra a invasão de três exércitos inimigos: Egito, Síria e Jordânia.

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda fala sobre o deslocamento da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, a decisão da Rússia é anunciada, pegando todos de surpresa. Não está claro o que motivou nem se outros países em sua esfera de influência seguirão o exemplo.

Porém, a decisão russa também acena para seus aliados islâmicos, reconhecendo ao mesmo tempo Jerusalém Oriental como a capital da Palestina.

“Reafirmamos nosso compromisso com os princípios aprovados pela ONU para um acordo palestino-israelense, que incluem o status de Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado palestino. Ao mesmo tempo, devemos afirmar que, neste contexto, vemos Jerusalém Ocidental como a capital de Israel “, afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Rússia em comunicado.

O governo de Israel evitou comentar o anúncio. “Estamos estudando o assunto”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Emmanuel Nahshon. Não se sabe ainda se o governo israelense aceitará de bom grado o reconhecimento de apenas parte de Jerusalém como sua capital.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou ao telefone com o presidente Vladimir Putin, mas o reconhecimento de Moscou de Jerusalém Ocidental como capital não foi mencionado.

Uma transcrição da conversa fornecida pelo escritório de Netanyahu mostra que os dois líderes discutiram o ataque terrorista em São Petersburgo, bem como o ataque da Síria contra civis usando armas químicas.

O que parece especialmente problemático para Israel é a referência aos “princípios aprovados pela ONU para um acordo palestino-israelense”. Provavelmente, essa é a razão do ceticismo em Jerusalém, já que todas as decisões vinculantes da ONU, mais recentemente a Resolução 2334 do Conselho de Segurança, apelam para o estabelecimento de um Estado palestino nas linhas anteriores a 1967, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.

“Moscou está profundamente preocupado com a situação no conflito palestino-israelense. Palestina e Israel não fizeram negociações políticas nos últimos três anos e a situação na região tem se deteriorado”, diz o comunicado do ministério russo.

“O bloqueio do processo de paz no Oriente Médio criou condições para movimentos unilaterais que minam o potencial de uma solução para o problema palestino aceito internacionalmente, onde os dois estados – Israel e Palestina – poderiam viver em paz e segurança uns com os outros e com seus vizinhos “.

A declaração reforça o apoio da Rússia a uma solução de dois Estados, descrita como uma “opção ideal onde todos os parâmetros concretos de uma solução para toda a gama de questões relativas ao estatuto dos territórios palestinianos, incluindo Jerusalém, devem ser coordenados nas conversas diretas entre as partes envolvidas”, conclui o documento russo.

Chama atenção o fato da postura russa ser anunciada uma semana após a Liga Árabe, com apoio da ONU, ter oferecido uma reconciliação histórica com Israel. A condição para a paz é que o estado judeu retire-se das terras que reconquistou na guerra de 1967. Na prática, isso significaria dividir Jerusalém e sair dos assentamentos na Judeia e Samaria.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Sérvia vai transferir embaixada em Israel para Jerusalém

Comunicado foi feito pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em rede social. Saiba mais!

Descoberta! Moedas de ouro do século 9 em Israel

As moedas de ouro foram encontradas por um grupo de jovens em Israel. O tesouro tem cerca de 1,1 mil anos. Saiba mais!

“Jerusalém é a cidade de Deus”, diz Mike Pompeo

Durante um discurso transmitido em Jerusalém, o secretário de estado dos EUA, Mike Pompeo relembrou as políticas do governo Trump em favor de Israel.

Anderson Freire canta “Jerusalém”

De composição do próprio Anderson Freire, canção é a primeira canção após o lançamento do EP Alma. Saiba mais!

Acordo de paz histórico entre Israel e Emirados Árabes

Este é o terceiro acordo que Israel fecha com um país árabe desde a sua criação, em 1948. Saiba mais!

Descoberta! Artefatos antigos da época de Esdras e Neemias

Arqueologistas israelenses disseram que a descoberta revela o quanto Jerusalém foi danificada durante a destruição da Babilônia.

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

Live solidária: artistas em favor da Igreja Perseguida

Denominado de "Seja um com eles", a live solidária é um grito de ajuda a igreja perseguida. Paulo César Baruk, Rebeca Nemer, Eyshila, André Aquino são alguns dos convidados. Saiba mais!

Arte da Graça em casa; Conscientização do setembro amarelo

Em formato online, o evento une shows e workshops incentivando a tolerância, paz e música. Saiba mais!

Aquecimento Sepal 2020, com Edméia Williams e Rodrigo Gomes

Transmissão acontecerá nesta segunda-feira, 14 de setembro, às 19 horas. Saiba como participar!

Encontro nacional Renas: “Ser criança em tempos de incerteza”

É a 13ª edição do Encontro Nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas). Evento, que acontece em outubro, será online. Saiba mais!
- Publicidade -

Plugue-se

Vídeos sobre a Bíblia alcançam 1 milhão de pessoas no Tik Tok

Produzidos por Jey Reis, 17 anos, os vídeos diários, que são publicados no Tik Tok, falam sobre Jesus. Saiba mais! !

“Inesquecível”: a história da professora que morreu para salvar crianças

Filme vai contar a história da professora Heley de Abreu, que deu avida para proteger crianças de um incêndio, em Janaúba (MG). Saiba maiws!

Kemuel e Priscilla Alcântara conquistam Platina Triplo

Platina Triplo é uma certificação pelo grande alcance que as canções dos artistas tiveram nas plataformas digitais de música Nesta quinta-feira, 17, Kemuel e Priscilla...

Ajude um cego a ler a Bíblia e ter a vida transformada

A iniciativa quer distribuir a Bíblia para cegos em todo o Brasil e promover a acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Saiba mais!