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terça-feira, 21 setembro 2021

‘Eu ainda escolho Jesus’, diz cristã sob perseguição

Para muitos cristãos ex-muçulmanos em Bangladesh, a perseguição começa dentro da própria família

Por Marlon Max

Há 10 anos, Monika conheceu o marido e logo ficou encantada por ele. Eles se casaram quase imediatamente porque estavam muito apaixonados, mas tudo mudou. De acordo com a missão Portas Abertas, após dez anos de casamento, o marido deixou Monika e as três filhas, de nove, quatro e um ano. Ele se casou com outra mulher porque a muçulmana decidiu seguir a Jesus.

A cristã e a família vivem em uma pequena vila no Sudoeste do país. O conflito entre o casal começou há alguns anos, quando Monika decidiu andar com Jesus. Quando o marido soube da fé da esposa, ele ficou muito zangado e tentou impedi-la de frequentar a igreja e participar de atividades com outros irmãos na fé, mas ele não conseguiu persuadi-la. Foi quando ele começou a odiar a cristã ex-muçulmana, relata a missão.

Ele destilava palavras de ódio contra Monika e a culpava por ter apenas filhas e não filhos. O marido dizia: “Você é deficiente. Não pode ter filhos homens e é sua culpa”. Então, a cristã enfrentou abuso físico, emocional e mental. Segundo Portas Abertas, ele começou a bater na esposa na frente das filhas, mas Monika suportou e nunca revidou. Ela orava todos os dias para que o marido um dia mudasse de ideia. Devido ao abuso, Monika sofreu muitos ferimentos por todo o corpo.

Eu ainda escolho Jesus, não o deixarei

A missão Portas Abertas detalha que a raiva do marido nunca desapareceu e ele começou um boato de que Monika e o pastor da igreja estavam em um relacionamento secreto e cometendo adultério. Mas todos sabiam que isso não era verdade, pois o pastor era gentil e generoso com todos na aldeia, não apenas para a congregação que fazia parte. Um dia, o marido da cristã desapareceu e ninguém soube dele por dias, mas um dia ele ligou e disse: “Estou casado com outra mulher e não pretendo voltar para você, mas se você deixar Jesus, eu posso a considerar como minha esposa novamente”.

A resposta de Monika foi: “Eu ainda escolho Jesus. Não posso deixá-lo”. Desde esse dia, a cristã não teve notícias do marido. A cristã nunca trabalhou fora, pois sempre ficou em casa cuidando das filhas. Mas, sem o marido, Monika não tinha renda ou maneira de sustentar a família.

Monika às vezes ficava dias sem comer. Ela e as três filhas tornaram-se pedintes nas ruas da aldeia e tudo que conseguem de dinheiro usam para comprar alimento. Ao ouvir essa história, os parceiros locais da Portas Abertas rapidamente enviaram ajuda alimentar para a família, e também em dois outros momentos durante a crise da covid-19.

Ela também recebeu uma máquina de costura para gerar renda vendendo os itens que ela costura, e não tem necessidade de pedir dinheiro mais. “Sou muito grata por toda ajuda e generosidade dos parceiros. Espero poder trabalhar e dar um futuro para as minhas filhas”, disse Monika. Ela está atualmente vivendo com os pais até se recuperar.

Com informações Portas Abertas

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