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segunda-feira, 24 janeiro 2022

Estudo revela que a igreja digital ganhará ainda mais força

Os cultos online continuarão sendo uma realidade em todo o mundo, refletindo o impacto da Covid-19 - Foto: Stock

“Esses novos membros, essa nova comunidade expandida que existe online, devem ser vistos como uma fonte de força”, afirma o pesquisador Joshua Edelman

Por Patricia Scott 

Pesquisa aponta que o coronavírus acelerou a tendência de igreja online atrelada a uma experiência religiosa mais digital. O estudo é da British Ritual Innovation under Covid 19, da Manchester Metropolitan University e da University of Chester, do Reino Unido. Apesar dos desafios, o levantamento destaca também que os cultos online continuarão sendo uma realidade em todo o mundo, refletindo o impacto da Covid-19.

Os estudiosos levaram em consideração as percepções de membros, como também de líderes de igrejas, sobre a vida religiosa durante o período pandêmico. O levantamento evidencia que a adoração online, assim como os eventos sociais, como, por exemplo, casamentos e funerais, se tornaram muito difíceis para as comunidades religiosas devido às restrições do coronavírus.

Um dos principais pesquisadores, Joshua Edelman, esclareceu que as modificações ocasionadas pela pandemia trouxeram uma grande pressão sobre as congregações e também os líderes. “Para muitas pessoas, existe um sentimento real de perda, e o ponto central parece ser a perda da comunidade, de a adoração ser algo que fazemos juntos”, salientou ao Premier Christian News.

A pesquisa revela que a frequência online foi maior, apesar dos fiéis terem considerado a programação online mais desafiadora durante a pandemia. O estudo afirma ainda que a diversidade de pessoas foi mais ampla virtualmente, incluindo aquelas que não podiam ir ou que não queriam estar no templo físico.

Igrejas investem no virtual – Foto: Reprodução

Futuro: modelo híbrido
A pesquisa sugere que as igrejas adotem no futuro um modelo híbrido de igreja, digital e física. “Acho que esses novos membros, essa nova comunidade expandida que existe online, devem ser vistos como uma fonte de força. A chave seria encontrar uma maneira de fazer essa comunidade servir e fazer parte da comunidade da igreja em pessoa e integrá-los em uma comunidade”, analisou o pesquisador Joshua Edelman.

O estudioso admitiu as limitações da adoração online. Isto porque, segundo ele, a qualidade de envolvimento da igreja virtual não corresponde ao da física. No entanto, Edelman argumentou que a tecnologia digital pode ser usada para complementar a experiência pessoal no templo.

“Algumas igrejas têm cultos de adoração diários curtos que você nunca poderia fazer pessoalmente, mas você pode fazer de forma eficiente online. Então eles vêm para a igreja física no domingo. Além disso, para abrir a possibilidade de conexão com comunidades globais mais amplas. Estas devem ser vistas como melhorias, não como meios de minar as comunidades físicas da igreja”, ressaltou.

Joshua enfatizou que os princípios são os mesmos: de comunidade, de serviço, adoração e comunhão. “Mas as técnicas para realizar isso podem precisar ser reaprendidas. Eu encorajo as igrejas a fazerem isso para que possam prosperar”.

 

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