21.9 C
Vitória
terça-feira, 21 setembro 2021

Estudo aponta que anticorpos de quem teve Covid não protegem contra variante

“Pessoas que foram vacinadas ainda estão suscetíveis à infecção. Continue usando máscara, mantenha o distanciamento social”, ressalta pesquisador da USP

Por Patricia Scott 

Pesquisa internacional, que contou com participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), revela mecanismo que elucida o motivo pelo qual ocorrem as reinfecções de Covid-19. Testes em laboratório apontaram que a variante Gamma, anteriormente conhecida como P.1, originada no Brasil, é capaz de escapar dos anticorpos neutralizantes que são gerados pelo sistema imunológico a partir de uma infecção anterior com outras variantes do coronavírus.

Os pesquisadores explicam que os resultados foram obtidos in vitro, ou seja, em laboratório. O estudo também não inclui outros tipos de resposta imune do organismo, como imunidade celular. “É fundamental entender que pessoas infectadas podem ser infectadas novamente”, esclarece William Marciel de Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

Os estudiosos analisaram amostras do plasma de pacientes que tiveram a doença, como também de pessoas imunizadas pela vacina CoronaVac. “A pesquisa mostra que pessoas que foram vacinadas ainda estão suscetíveis à infecção. Se você tomou a vacina, continue usando máscara, mantenha o distanciamento social, utilize as medidas de higiene para evitar a transmissão para outras pessoas”, aconselha o pesquisador Marciel de Souza.

Souza ressalta que os estudos clínicos mostram a eficiência da CoronaVac contra formas graves da doença, reduzindo internações e mortes. “A vacina não é contra infecção. Infecção pode acontecer a qualquer momento, com qualquer vacina. O objetivo da vacina é contra a doença, a forma grave, da pessoa morrer, ter sequelas graves”.

Com relação à variante Delta, Marciel de Souza aponta que as pesquisas têm demonstrado a proteção contra formas mais graves da doença. “Mesmo locais com alta taxa de vacinação, por exemplo os Estados Unidos, em que hoje a Delta é a linhagem mais dominante, o número de mortes e hospitalizados não aumentou mesmo com a introdução dela”.

Com informações Agência Brasil (AB)

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se