Docente é alvo de acusações de intolerância; ele reage citando censura ideológica e recebe apoio político
Por Patricia Scott
Um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tornou-se alvo de uma campanha organizada por estudantes que pedem sua expulsão da instituição. O teólogo e pesquisador Tassos Lycurgo, docente do Departamento de Artes, passou a ser questionado por grupos estudantis após a repercussão de posicionamentos conservadores e religiosos publicados por ele em redes sociais.
A mobilização é liderada por alunos ligados a coletivos de esquerda, entre eles o grupo Juntos, que lançou um abaixo-assinado e divulgou peças gráficas com críticas ao professor. O coletivo acusa Lycurgo de adotar discursos considerados racistas, transfóbicos e intolerantes, alegando que suas declarações violariam princípios do Código de Conduta dos servidores públicos. Um dossiê com trechos de falas atribuídas ao docente foi encaminhado à Ouvidoria da universidade.
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As publicações contra o professor também geraram reações nas redes sociais, incluindo comentários que atacam diretamente sua fé cristã. Em meio às críticas, os estudantes afirmam não aceitar a presença de um professor com posicionamentos conservadores e religiosos em uma universidade pública. O abaixo-assinado descreve Lycurgo como um “influencer reacionário” e sustenta que suas manifestações extrapolariam o campo da opinião pessoal.
Diante da repercussão, Tassos Lycurgo se pronunciou publicamente e afirmou estar sendo alvo de uma tentativa de silenciamento ideológico. Em postagem nas redes sociais, o professor declarou que a universidade deveria ser um espaço de pluralidade intelectual e criticou o que chamou de “projeto de poder” de grupos militantes. Para ele, o episódio revela um ambiente hostil ao contraditório e à liberdade de pensamento no meio acadêmico.
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Evangélicos: omissão ou compromisso com o meio ambiente? - Teólogos comentam sobre a necessidade dos cristãos conhecerem as leis e focaram no cuidado do meio ambiente, mas sem extremismos “Militantes comunistas da UFRN se somam a grupo político nacional para exigir a minha expulsão. De forma articulada, estão publicando notas em todos os grupos do WhatsApp da UFRN, assim como nas mídias sociais. O motivo? Não toleram uma opinião divergente”, compartilhou o teólogo.
O caso também provocou reação fora da universidade. A vereadora de Natal Camila Araújo saiu em defesa do docente, classificando a mobilização como perseguição motivada por intolerância religiosa. Professor titular da UFRN, Lycurgo é ex-ateu, advogado e pesquisador com formação acadêmica no Brasil e no exterior, incluindo doutorado em Educação, mestrado em Filosofia Analítica e pós-doutorados em áreas ligadas à apologética cristã e sociologia do direito. Até o momento, a UFRN não se manifestou oficialmente sobre eventuais providências administrativas.
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