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sexta-feira, 3 julho, 2020

Estão passando do limite

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Recentemente nossa Corte máxima, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que um grupo de cidadãos brasileiros tinha o direito de fazer uma passeata a favor da liberação da maconha, mas manteve o entendimento de que fumar a droga é crime.

Ou somos todos muito inocentes ou a “vaca” já está no brejo há muito tempo. Alguém me responda: por que permitir uma passeata,com toda a divulgação em TV, rádio, jornal, revistas, pedindo a liberação da maconha, se fumar maconha é crime?  Imagine se a moda pega! Os políticos fazendo uma passeata exigindo que a corrupção não seja mais crime, ou os empreiteiros promovendo ato público pedindo que superfaturar uma obra pública não seja conduta ilícita? Será que essas pessoas da passeata imaginam que, uma vez liberada a maconha, ninguém vai fumá-la? Ou se fumar, não tem problema, pois não causará nenhum mal, só porque é permitido? O mais incrível é que o Governo gasta milhões e milhões dos cofres públicos para avisar que fumar (cigarro), beber, etc., é prejudicial à saúde, e os resultados, como sabemos, são irrisórios. É por isso que Paulo avisa: “Tais homens são, por isso, indesculpáveis”. E como consequência diz que “Deus os entregou a uma disposição mental reprovável para praticarem coisas inconvenientes” (Rm 1: 20; 28). Estão passando dos limites.

TOTALMENTE INFELIZ
Recentemente li um artigo em uma revista conceituada no qual afirmava que o casamento está falido. Na visão do autor, nossos jovens não conseguem suportar qualquer dificuldade e, como no casamento sempre existem os problemas, quando eles aparecem, a solução mais fácil é separar, dar um fim, afinal a “fila anda”. Será que aquilo que Paulo afirma à igreja de Corinto de que o amor jamais acaba, que tudo sofre, crê, espera e suporta é mentira? Ou na melhor das hipóteses, está descontextualizado com a nossa sociedade? Somos educados a valorizar as coisas descartáveis em lugar daquelas que necessitem de mais esforço para construir. A impaciência generalizada cada vez mais nos torna reféns das decisões precipitadas. Chegamos a um ponto que coisas duradouras, semelhante àquela geladeira de nossas avós que duravam a vida inteira, simplesmente não prestam. A opção é sempre pelo “mais novo”, mesmo que seja um casamento.
O que nossos jovens não sabem (e talvez nunca aprendam) é que quanto mais tempo ficamos casados, mais somos felizes, porque felicidade não se compra nova, mas se constrói ao longo do tempo. É uma pena, nossos jovens estão fadados a ser a primeira geração dos velhos totalmente infelizes.

UMA IGREJA QUE NÃO CRESCE
A Igreja, como um organismo vivo, deve crescer. Se não cresce, significa que está “doente” e precisa ser tratada. Talvez a doença mais grave seja a “preguicite”. Quando a “preguicite” não é tratada, transforma-se em “descompromicite” (nada a ver com os jogadores da Croácia), que é uma fase pior. Falando sério, há três fatores que impedem uma igreja de crescer. Vemos isso quando Jesus levou Pedro,  Tiago e João ao monte da transfiguração. A coisa ali estava tão boa que Pedro disse: “Façamos três tendas … e vamos ficar aqui” (Mt 17). Hoje, boa parte dos membros de uma igreja aceitaria na hora a sugestão de Pedro.  A primeira é a tenda da acomodação (“é bom estarmos aqui”). É verdade que essa tenda possui muitos cômodos, mas o mais usado é o da “posição de conforto”. É quando os crentes “relaxam” até suas consciências. A segunda tenda é a da razão. Pedro disse: “Uma será tua, outra para Moisés e outra para Elias”. Nada mais difícil para curar do que uma igreja que não trabalha e encontra razões e motivos para não trabalhar. A terceira tenda é a do desânimo. Diz o texto que quando viram e ouviram tudo aquilo, eles “caíram de bruços”. Uma igreja que passa pela tenda da acomodação, da racionalização e do desânimo não consegue crescer. Por mais que alguém se esforce, que ore e chore, que lute, sempre haverá muito mais gente “puxando para o outro lado”.

 

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