Estado Islâmico nas Olimpíadas preocupa Ministério da Defesa

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, admitiu que a atuação do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) é uma preocupação para os Jogos Olímpicos do Rio, em agosto, apesar de nenhuma ameaça de ataque durante o evento ter sido detectada até o momento. Em novembro, um suposto agente do EI afirmou que uma das células do grupo já estava no Brasil.

“O Estado Islâmico preocupa qualquer nação. A gente não pode lidar com aquilo que o grupo representa porque ele é, evidentemente, uma ameaça à paz de qualquer país e qualquer evento do mundo”, declarou o ministro ao participar da abertura de um seminário, em Brasília, que discute os últimos ajustes da Defesa na segurança da Olimpíada.
De acordo com Jungmann, nenhum serviço de inteligência, seja do país ou de outras nações com as quais o Brasil troca informações, identificou qualquer ameaça concreta de integrantes do EI.
Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, que comanda a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Sergio Etchegoyen enfatizou que, na área de prevenção ao terrorismo, por enquanto só se trata de possibilidades.
“Ainda aferimos o grau de probabilidade de acontecimento de algum evento. Não há nenhum outro elemento que nos tire do nível de preocupação e passe para o de alarme e pânico. O terrorismo é uma possibilidade, como é o crime comum”, ponderou.
O ministro do GSI acrescentou que uma das preocupações é a atuação dos chamados “lobos solitários”, simpatizantes de movimentos terroristas que se inspiram pelos ideais dos radicais e agem sozinhos. A Abin já detectou que um grupo, por meio de um aplicativo de celular, foi criado por pessoas ligadas ao EI para trocar mensagens em português. Segundo o órgão, isso poderia levar à “radicalização de cidadãos brasileiros”.
Para o combate ao terrorismo, os ministros disseram que representantes de 113 agências internacionais de inteligência, todas com uma relação de pessoas suspeitas de práticas terroristas, estarão no Rio. Além disso, o Brasil fez um acordo com os Estados Unidos para o compartilhamento de um software que permita controlar a entrada de norte-americanos nos aeroportos.
“O que podemos fazer é estarmos prontos para evitar e prevenir que o EI chegue efetivamente a atuar. Nesse sentido, os encargos que dizem respeito à segurança, defesa e inteligência estão 100% em dia”, garantiu Jungmann.