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quarta-feira, 29 junho 2022

Estado Islâmico assume ataques em aldeias cristãs em Moçambique

Pessoas fogem de Cabo Delgado com medo dos ataques terroristas - Foto: Reprodução

Várias pessoas foram mortas, além de casas incendiadas. O país está na 41ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022

Por Patricia Scott 

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por uma série de ataques, entre 23 e 31 de maio, em seis aldeias cristãs, em Cabo Delgado, província ao Norte de Moçambique. O grupo terrorista matou oito pessoas, inclusive por decapitação, além de queimar várias casas. Quatro dos que foram assassinados eram cristãos, de acordo com o ICC. Os casos de violência contra cristãos são recorrentes no país africano. 

Uma nova onda de ataques violentos atingiu o distrito de Ancuabe, também em Cabo Delgado, entre 2 e 9 de junho. Como resultado houve o deslocamento de cerca de 10 mil pessoas, segundo a Save the Children, que divulgou ainda que pelo menos quatro pessoas teriam sido decapitadas nesses ataques.

Dados do Ministério do Género, Criança e Bem-Estar Social apontam que o número de crianças deslocadas pelo conflito em Cabo Delgado aumentou de 370 mil para mais de 400 mil. Moçambique surge em 41ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022, elaborada por Portas Abertas, que elenca os 50 países onde é mais perigosos ser cristão.

Desde outubro de 2017, mais de quatro mil pessoas foram mortas e 800 mil forçadas a sair de suas casas, em Moçambique. Uma guerra civil começou em Cabo Delgado, conforme informação da BBC. Vale destacar que a localidade é rica em gás, rubis, grafite, ouro e outros recursos naturais. No entanto, ainda segundo a BBC, os lucros vão para uma elite do partido no poder, a Frelimo, e poucos empregos foram criados. A situação é explorada pelo Estado Islâmico e pelos jihadistas.

Com informações The Christian Post 

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