19.4 C
Vitória
sexta-feira, 19 agosto 2022

Onda de discriminação e tortura a cristãos no Sudão

Presidente do Sudão, Omar al-Bashir. Foto: Reuters/Mohamed Nureldin Abdallah

Após onda de protestos, desde o final de 2018, mais de 50 mil pessoas morreram na repressão do governo. Há também violações do direito à liberdade de religião ou crença, inclusive prisão e tortura de cristãos convertidos do islã.

Após dois meses de protestos contínuos contra seu governo de mais de 30 anos, o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, dissolveu o governo, na última sexta-feira (22), e anunciou um estado de emergência de um ano no país.

Mais protestos eclodiram no sábado, quando a polícia supostamente atirou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que queimaram pneus e gritavam: “A revolução é a escolha do povo”.

O presidente Bashir também nomeou um novo primeiro ministro e primeiro vice-presidente. Fontes da Missão Portas Abertas no país expressaram preocupação de que o estado de emergência pode fazer com que as forças de segurança do governo continuem e aumentem a brutalidade contra civis e, principalmente contra os cristãos.

A guerra civil no Sudão afeta quase 400 mil pessoas. Foto: ALBERT GONZALEZ FARRAN / AFP

Ele ainda pediu ao parlamento que faça uma pausa nos debates sobre uma emenda constitucional que permitiria a ele buscar outro mandato na eleição presidencial de 2020, mas não deu mais detalhes.

O país está entre os dez países que mais perseguem cristãos no mundo.

Até sexta-feira, o país estava preso em um limbo político, preso entre um líder enfraquecido e um movimento de protesto que, embora não tenha diminuído depois de semanas ou protestos, foi incapaz de dar um golpe na presidência de Al Bashir.

Há também violações do direito à liberdade de religião ou crença, inclusive prisão e tortura de cristãos que se converteram do islã, acusações de apostasia contra cristãos ex-muçulmanos, prisão e encarceramento de cristãos e missionários por falsas acusações, destruição e fechamento das igrejas, recusa da alocação de terras às igrejas e confisco de propriedade da igreja. Há também uma discriminação aberta contra os cristãos na educação.

Muitos observadores, assim como a Portas Abertas, acreditam que, se a pressão diplomática for removida do governo de Bashir, ele simplesmente continuará a violar os direitos humanos básicos dos civis, inclusive o direito à liberdade de religião ou crença.

*Com informações da Missão Portas Abertas.


leia mais

Ranking aponta os 50 países que mais perseguem cristãos

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Entre para nosso grupo do Telegram

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se