Esposa de pastor, braço direito da igreja

Esposa de pastor, braço direito da igreja
A missionária Marta Azevedo é esposa do Pr. Josiel Azevedo há 38 anos

Um chamado especial de amor e cuidado

Filhos, marido, vida profissional, espiritual e pessoal… As responsabilidades da mulher moderna não são poucas. No caso das esposas de pastor, esse desafio é ainda maior, pois, além de suas batalhas pessoais, elas têm o papel de auxiliar os companheiros no ministério, no cuidado e na assistência ao rebanho.

Em reconhecimento a esses esforços, foi criado o Dia da Esposa de Pastor, celebrado anualmente no primeiro domingo de março. Maria Cristina Pires Nunes tem cinco filhos e serve ao Senhor há 35 anos. As muitas tarefas do dia a dia não a impedem de seguir atuante no ministério pastoral ao lado do marido, Pr. Sidnei de Mello Nunes, à frente da Igreja do Evangelho Quadrangular em São Leopoldo (RS).

Juntos, já apascentaram mais de 10 igrejas em cinco estados diferentes. “Os maiores atributos exigidos para esse papel são: amor, compaixão, paciência, persistência e submissão. É necessário saber se posicionar, pois ela é a esposa do pastor, e não o pastor, mas ciente de que tem um papel de extrema importância”, ressalta Maria.

A esposa é fundamental para o sucesso ou insucesso da carreira ministerial do homem, garante a missionária Marta Azevedo, que há 38 anos auxilia o marido, Pr. Josiel Azevedo, na Assembleia de Deus Ministério Vida, em Vitória (ES). “A Bíblia está recheada de orientação para a mulher que deseja ser, ao lado de seu companheiro, um vaso de honra. Afinal, o que a Palavra do Senhor nos afirma categoricamente é que a mulher tanto pode edificar como destruir. Isso nos leva a entender que, se desejamos ver os ministérios de nossos esposos bem-sucedidos e se queremos ter a alegria de ver o chamado de Deus se concretizando em nossas vidas e nas nossas famílias, devemos agir de forma a impulsionar e potencializar os nossos companheiros, encorajando-os a prosseguir na carreira proposta pelo Senhor da seara”, explica.

 

“Se desejamos ver os ministérios de nossos esposos bem-sucedidos e se queremos ter a alegria de ver o chamado de Deus se concretizando, devemos agir de forma a impulsionar e potencializar os nossos companheiros”
Miss. Marta Azevedo

 

CUMPLICIDADE

Sobre a responsabilidade da esposa do pastor, Maria Cristina reforça que é a mesma de qualquer mulher na vida profissional do cônjuge. “Deve-se casar com a profissão dele também, ou seja, somar, agregar, contribuir e interceder. Por ele e com ele! Uma mulher com liderança soma muito ao ministério do marido. Já para os que não têm esse apoio feminino, as consequências da falta são nítidas”, conclui.

“Os maiores atributos exigidos para esse papel são: amor, compaixão, paciência, persistência e submissão” – Maria Cristina Pires Nunes, esposa do Pr. Sidnei de Mello Nunes

Membro de uma família com vários sacerdotes, Marta Azevedo destaca a importância da dedicação ao trabalho, pois o chamado é do casal. “Como filha e esposa de pastor, como irmã, sobrinha e prima de muitos pastores, sou convicta de que não podemos ser felizes nessa missão se acreditarmos que ‘a chamada é dele’, do marido. Precisamos entender que Deus não erra.

Quando Ele chama, convoca os dois, marido e mulher, para a Sua gloriosa obra. Algo diferente disso seria um jugo desigual, que pode produzir infelicidade e destruição na vida da família”, defende.

Casada há 34 anos, Rousemary Gonçalves apoia o marido, Pr. Josué Gonçalves, no ministério pastoral já há 29 anos. Mãe de três filhos e avó de três netos, é empresária e ajuda o parceiro na administração da editora e da Associação Família Debaixo da Graça. E ainda acumula a liderança da organização dos eventos nacionais e da igreja em Bragança Paulista (SP). “Ser esposa de pastor é ser muito cobrada e nem sempre compreendida.

As pessoas sempre nutrem uma grande expectativa da esposa do pastor. O segredo é não reforçar isso, deixando sempre claro que essa mulher é um ser humano como todos os outros. A responsabilidade é cuidar bem das pessoas, amando-as e servindo como Jesus fez e nos ensinou.

Um pastor que não tem a esposa ao seu lado, ajudando-o, terá muitas dificuldades em visitar, aconselhar, assistir casais em suas necessidades. Pastor e esposa pregam através do exemplo. É imprescindível que a esposa esteja casada com a missão do seu marido-pastor”, continua.

COBRANÇAS

A expectativa gerada sobre essas mulheres é alta. A igreja espera que elas estejam envolvidas em todos os ministérios: música, estudos bíblicos, grupos feminino e infantil, ação social, evangelismo… “Sou cobrada até hoje para ministrar, porém entendo que esse não é o meu chamado. Prefiro servir de outras formas, como discipulando, aconselhando, instruindo e inspirando pessoas com o meu serviço”, relata Rousemary.

No entanto, esperar que a “primeira-dama” acompanhe e dê conta de tudo o que ocorre nas atividades eclesiásticas não é saudável. “Cada pessoa tem a sua singularidade e deve usá-la para o ministério”, comenta Márcia Nishimura, casada há 40 anos com Jorge Nishimura, com quem preside a Universidade da Família (UDF) há quase três décadas.

“Sua escala de prioridade está certa? Primeiro, Deus; segundo, a família; terceiro, o trabalho; e quarto, as outras coisas. Pergunte ao Pai quais são as suas prioridades para este dia, este mês, este ano, esta década…”
Márcia Nishimura, ao lado do marido Jorge Nishimura, com quem preside a Universidade da Família (UDF)
há quase 30 anos.

Acostumada a lidar com casais, Márcia observa que a família pastoral, como qualquer outra, não precisa ser perfeita. “Se houver qualquer problema, o Espírito Santo pode revelar a solução.

Juntos, devem orar e pedir para que Ele traga a cura sobre o relacionamento. Perdão, arrependimento e transparência um com o outro podem ser complemento para a restauração”, detalha.

Sobre conselhos para que o casamento não seja atropelado pelas inúmeras atividades da igreja, ela pontua que se deve escolher priorizar o plano de Deus para cada dia. “Sua escala de prioridade está certa? Primeiro, Deus; segundo, a família; terceiro, o trabalho; e quarto, as outras coisas.

Pergunte ao Pai quais são as suas prioridades para este dia, este mês, este ano, esta década… Se Jesus estiver no centro, nossa vida será equilibrada.”

Para manter o equilíbrio entre a vida ministerial, conjugal e profissional, é preciso nutrir uma íntima comunhão com o Soberano, reforça Marta. “A Sua presença é vida em nós. Precisamos aprofundar o conhecimento da Sua Palavra e manter uma vida de oração, não como um mero recurso nas horas de aflição, mas como uma prática cotidiana.

A força da esposa de pastor não está em suas extraordinárias capacidades. A força de Sansão não estava em sua vasta cabeleira, mas na obediência ao Deus que o chamou e o capacitou como libertador em Israel (Jz 13).”

Como advertência final, ela orienta: “Por fim, devemos seguir o conselho de Paulo: ‘Cuide de você mesmo […]’ (1 Tm 4:16), e não nos esqueçamos de que nosso Senhor é fiel e jamais abandona as Suas filhas”, conclui.


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