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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce do autismo

Foto: FreePik

O tratamento ajuda a desenvolver habilidades sociais, de comunicação e de vida diária essenciais para a independência e a inclusão social

Patricia Scott

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam mais de dois milhões de pessoas com TEA no Brasil. A intervenção precoce é fundamental para o aprendizado de crianças com sinais de atraso no desenvolvimento. Ela permite que profissionais capacitados e a família estimulem o menor a desenvolver habilidades ainda não adquiridas, prevenindo dificuldades futuras.

Segundo o Ministério da Saúde, a intervenção é classificada como precoce quando acontece na primeira infância, ou seja, de zero a seis anos. Essa abordagem utiliza a neuroplasticidade do cérebro infantil para garantir estímulos corretos e direcionados, promovendo aprendizado contínuo durante o crescimento.

Sendo assim, o Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, é uma data crucial para revisitar a história do autismo, como também destacar os desafios e as vitórias dessa comunidade, considerando especialmente o impacto do diagnóstico tardio na vida adulta.

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“No entanto, é fundamental ressaltar que o objetivo desta data não é romantizar o TEA, mas sim educar a sociedade sobre os desafios enfrentados pelas pessoas com essa condição e incentivar ações concretas para apoiá-las. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. Embora cada indivíduo com TEA seja único, essas pessoas enfrentam dificuldades significativas em seu cotidiano”, ressalta o neurologista Matheus Trilico, referência em Autismo e TDAH em adultos.

Segundo o especialista, a data serve para ampliar a compreensão da sociedade sobre essas dificuldades e promover a empatia e o apoio às pessoas com TEA e suas famílias. “É um momento para destacar a importância do diagnóstico precoce, da intervenção adequada e da inclusão social”, diz Matheus. Além disso, é uma “oportunidade para celebrar as conquistas e os talentos únicos das pessoas com TEA, reconhecendo que elas têm muito a contribuir para a sociedade quando recebem o suporte necessário”.

Intervenção na infância

“Quando essas intervenções são adiadas ou inexistentes, as crianças podem crescer enfrentando barreiras significativas em áreas como educação, emprego e relacionamentos” afirma Alice Tufolo, diretora clínica da Genial Care, rede de cuidados de saúde atípica referência na América Latina. Desse modo, a “Intervenção comportamental, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e suporte educacional podem fazer uma diferença crucial na vida de uma criança com TEA”.

Essas intervenções ajudam a desenvolver habilidades sociais, de comunicação e de vida diária essenciais para a independência e a inclusão social. De acordo com a especialista, as intervenções precoces são fundamentais e nunca é tarde para buscar apoio. “A nossa missão é proporcionar tratamentos personalizados que respeitem as particularidades de cada indivíduo, potencializando suas habilidades e melhorando sua qualidade de vida”.

Alice explica que a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar formando novas conexões neurais, é um fenômeno que tem implicações profundas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quando o diagnóstico e a intervenção precoce não ocorrem, o cérebro de uma criança autista perde oportunidades valiosas para desenvolver estratégias adaptativas que podem melhorar significativamente sua qualidade de vida.

A falta de diagnóstico na infância pode resultar em adultos que, sem a compreensão adequada de suas próprias necessidades, enfrentam dificuldades para encontrar e manter um emprego, estabelecer relações sociais e até mesmo cuidar de si mesmos de maneira eficaz, de acordo com Alice. Sem o suporte adequado, muitos adultos com TEA podem se sentir isolados e desamparados. Além disso, a ausência de um diagnóstico pode dificultar o acesso a serviços e acomodações que poderiam facilitar a vida cotidiana.

“É essencial lembrarmos que crianças autistas crescem, e o TEA não desaparece com a idade; as crianças autistas se tornam adultos autistas. Garantir um diagnóstico precoce e adequado é um passo vital para construir uma sociedade mais inclusiva e compreensiva, onde cada indivíduo possa ser valorizado e apoiado em suas singularidades.”, finaliza Alice.

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