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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Especialista destaca a importância da doação de medula óssea

Foto: Reprodução

A doação é um ato seguro e solidário que não tem custo algum para o doador, mas que pode salvar vidas 

Por Patricia Scott 

Para alertar a população sobre duas doenças importantes que envolvem o sangue, a anemia e a leucemia, foi criada a campanha Junho Laranja. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce aumenta as chances de controle da doença, além da cura.

Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde revelam que 25% da população brasileira sofre de anemia, independentemente da origem. Quanto à leucemia, em 2024, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê mais de 11 mil novos casos no Brasil.

O hematologista Gilberto Kobashikawa enfatiza que a medula óssea, também conhecida como “tutano”, é responsável pela produção de células sanguíneas, tais como hemácias, plaquetas e leucócitos. Assim, as doações podem beneficiar não apenas pacientes diagnosticados com leucemia, mas também uma variedade de outras condições.

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“Quando não há um doador compatível na família do paciente, é necessário buscar doadores não aparentados por meio do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Quanto maior o número de doadores cadastrados, maiores são as chances de encontrar alguém compatível”, detalha o hematologista do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”).

Portanto, as doações de medula são vitais para salvar vidas. Elas proporcionam esperança a muitas famílias. Isto porque a recuperação para muitas pessoas com casos graves está relacionada a receber uma nova medula.

“Os pacientes com anemia aplástica ou síndrome mielodisplásica podem necessitar de um doador de medula óssea, pois a medula óssea desses pacientes não é mais capaz de produzir esses componentes do sangue de forma adequada”, observa. 

Entretanto, diz Gilberto, “a falta de conscientização, juntamente com estigmas e medos – como o receio de contrair doenças – impedem muitas pessoas de doarem, mas precisamos mudar essa realidade. A doação é um ato seguro e solidário que não tem custo algum para o doador, mas pode ter um valor inestimável para quem recebe”. 

Cabe destacar que para ser um doador de medula óssea, a pessoa deve ter entre 18 e 35 anos, além de estar em boas condições de saúde. Ao se encaixar nesses perfis, basta procurar o hospital/hemocentro mais próximo que aceite a doação. Vale lembrar que pessoas com doenças infecciosas ou incapacitantes, neoplasias, gestantes ou mulheres no pós-parto devem evitar realizar doações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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