Ataque com símbolos nazistas na Magen David Yeshiva levanta temor de aumento do antissemitismo na cidade
Por Patricia Scott
A polícia de Nova Iorque investiga um ato de vandalismo antissemita ocorrido nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (5) na Magen David Yeshiva, uma tradicional escola judaica localizada no bairro de Gravesend, no Brooklyn. De acordo com as autoridades, o prédio foi pichado com suásticas vermelhas — duas nas colunas da fachada e outras duas nas janelas.
As imagens de uma câmera de segurança mostram o suspeito chegando de bicicleta por volta das 6h30. A seguir, desenha os símbolos nazistas e foge logo depois.
O episódio aconteceu poucas horas após a vitória de Zohran Mamdani nas eleições municipais. Por isso, líderes comunitários suspeitam de uma ligação entre o novo cenário político e o aumento da ousadia de crimes de ódio.
“À luz dos resultados da eleição, todos estão muito sensíveis e preocupados que isso se torne a nova norma”, afirmou Bob Moskovitz, coordenador-executivo da Flatbush Shomrim Patrol, ao New York Post. Ele classificou o ataque como “um ato de ódio chocante e traumático”, sobretudo por ter ocorrido em um bairro de maioria judaica e contra uma das maiores escolas da comunidade.
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Líderes destacam os desafios e o avanço do Evangelho entre os indígenas no Brasil - Lideranças revelam transformação social, barreiras estruturais e a importância de agentes autóctones para o anúncio das Boas-Novas Pais de alunos também expressaram indignação. Um deles afirmou que o crime representa “a nova Nova Iorque de Mamdani”, interpretando o episódio como um “recado simbólico de que o antissemitismo pode se manifestar sem punição”. Após o ataque, a escola removeu as pichações das janelas e cobriu as colunas com bandeiras de Israel.
A repercussão foi imediata entre autoridades locais. Em nota publicada no X (antigo Twitter), Zohran Mamdani classificou o ato como “repugnante e doloroso” e afirmou que está “comprometido em ficar firme com nossos vizinhos judeus para erradicar o antissemitismo”.
A governadora do estado, Kathy Hochul, condenou o incidente e o descreveu como “um ato de terrorismo doméstico”, anunciando US$ 20 milhões adicionais em verbas de segurança para escolas não públicas.
O Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD) confirmou que o caso é tratado como crime de ódio e que as imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas para identificar o autor. A corporação também reforçou o patrulhamento na região.
Em resposta ao episódio, a Anti-Defamation League (ADL) informou que vai monitorar de perto a nova administração municipal, acompanhando políticas e decisões que possam afetar a comunidade judaica. Com informações The Jerusalem Post e NY Times

