Como pais cristãos podem lidar com o imaginário infantil, os limites financeiros e o verdadeiro sentido da celebração para as crianças
Por Patrícia Esteves
A infância é marcada pelo lúdico, por histórias e personagens que alimentam a imaginação e o desenvolvimento emocional. Figuras como o Papai Noel fazem parte desse universo simbólico que ajuda a criança a sonhar e compreender o mundo. Para pais cristãos, porém, o Natal costuma trazer o desafio adicional de acolher esse imaginário sem perder de vista a fé e a realidade concreta da família.
A tensão aparece, sobretudo, quando surgem os pedidos de presentes que os pais não podem atender. Nem sempre os desejos das crianças cabem no orçamento, e a frustração pode atingir tanto os filhos quanto os adultos. O Natal se transforma em um exercício de diálogo, limite e formação espiritual.
Segundo o psicanalista Rogério Batista Bernardes, da Igreja Cristã Evangélica Casa de Oração, em Vila Velha/ES, a fantasia é parte importante do desenvolvimento infantil, mas precisa ser acompanhada de orientação. Ele explica que as crianças constroem histórias e mundos próprios que estimulam a criatividade, sem que isso signifique confundir fantasia com crença. Quando a fé é bem fundamentada, a criança aprende a reconhecer Deus acima de todas as coisas, convivendo com símbolos culturais de forma saudável.
Fantasia, frustração e aprendizado
Rogério Bernardes destaca que a abordagem dos pais deve ser gradual e sensível, respeitando a maturidade emocional da criança. Em vez de explicações abruptas ou negações duras, o caminho mais saudável é o diálogo. O mesmo vale para a questão dos presentes. Explicar os limites financeiros da família, trabalhar valores como gratidão e contentamento e reforçar que o Natal não se resume ao consumo ajuda a transformar a frustração em aprendizado, de acordo com o psicólogo.
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Equilibrar fantasia e realidade, tradição e fé, pode ser desafiador, destaca o psicólogo. Ainda assim, quando vivido com escuta e clareza, o Natal se torna um tempo importante para a formação emocional e espiritual, no qual a imaginação infantil deve ser respeitada e a fé em Cristo fortalecida.

