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terça-feira, 18 janeiro 2022

Terceira idade! Época de colheitas

IBGE aponta que até 2060 haverá no Brasil 73 milhões de idosos. “Na velhice é possível dar muitos frutos, ser viçoso e vigoroso”, assegura o Pastor Daniel Costa

Por Patrícia Scott

O Brasil já não é tão jovem. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que existem atualmente mais de 29 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivendo em terras brasileiras, o que representa 13% da população. Estima-se que até 2060, o país tenha 73 milhões de idosos, significando um aumento de 160% em apenas quatro décadas.

Dados do IBGE mostram ainda que, a partir de 2047, a população deverá parar de crescer, contribuindo para o processo de envelhecimento populacional. Hoje, o brasileiro vive, em média, 75,8 anos. Desde 1940, a expectativa de vida aumentou 30,5 anos. Dentro de todo esse contexto, surge a pergunta: como se preparar para o envelhecimento?

A psicóloga Lívia Marques diz ser importante a pessoa pensar sobre o envelhecimento a partir de uma expectativa de futuro produtivo. “O ritmo não será mais o mesmo da juventude, mas é possível sentir-se útil dentro de um novo compasso”, avalia.

Ela afirma que não encarar o processo de envelhecimento com naturalidade pode gerar problemas emocionais, como ansiedade e depressão. “Existe uma cobrança social por jovialidade. Então, muitos não querem pensar na velhice”, pontua. No entanto, segundo Lívia, essa mentalidade é modificada à medida que surgem cursos voltados para esse público, como também atividades físicas, passeios e viagens.

Nova etapa

Há oito anos, o assessor de comunicação Wellington Serrano, de 48 anos, mudou os hábitos alimentares, justamente por conta da idade, sem contar que o foco nos exercícios físicos ficou intenso.

“Parei de jantar. Diminui o consumo de carboidratos e gordura”, conta, assegurando que as caminhadas ficaram mais frequentes. “Preciso controlar a balança. Se quero viver bastante, não posso descuidar”, salienta Wellington, que congrega na Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro.

A atividade física, de fato, é uma excelente aliada na busca pelo envelhecimento saudável.  O professor de Educação Física Fabiano Câmara esclarece que não há necessidade da prática excessiva de exercícios para colher as benesses.

“A intensidade, a dedicação e a objetividade da atividade são mais eficazes do que o tempo”, expõe o professor, que é categórico ao afirmar que o ideal é todos os dias movimentar o corpo. “Pode ser uma caminhada ou subir e descer escada, por exemplo, para que a pessoa saia do sedentarismo”.

Pirâmide populacional do Brasil

Fonte: IBGE

A alimentação não pode ficar de fora. A nutricionista Viveane de Melo indica a ingestão de frutas, legumes, verduras, cereais não industrializados e carnes variadas, “Deve-se excluir a ingestão de alimentos muito calóricos, gordurosos e ricos em açúcares, como os industrializados”, enfatiza e emenda: “A reeducação alimentar deve ser sem sacrifícios para que seja contínua, educativa e para a vida toda”.

“Na velhice é possível dar muitos frutos, ser viçoso e vigoroso”, assegura o Pr. Daniel Costa, da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), em Cabuçu, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com base em Salmos 92.14.

“O cristão precisa tomar posse dessa promessa. É uma nova etapa, novos aprendizados, e não o fim”, assevera o pastor, que aponta ainda a importância de cuidar do corpo, que é templo do Espírito Santo, ao longo da vida, para desfrutar de uma velhice saudável.

Por outro lado, a fé, diz o Pr. Daniel, quando faz parte da jornada do indivíduo proporciona outro entendimento para a velhice. “Grandes homens de Deus fizeram a diferença nessa etapa da vida. O Senhor nos usa como instrumentos de bênçãos, independente da idade”.

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