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segunda-feira, 17 maio 2021

Epidemia de Ebola ressurge em Guiné, na África

País declarou epidemia de Ebola após confirmação de 3 mortes pela doença

A Guiné declarou neste domingo (14) um novo surto de Ebola, após testes terem dado positivo para o vírus para três pessoas, que morreram e outras quatro que estão com sintomas. É o primeiro ressurgimento da doença no país desde o pior surto global, que aconteceu entre 2013 e 2016.

Os sete pacientes apresentaram diarreia, vômitos e sangramentos depois de participarem de um enterro na subprefeitura de Goueke. Os que sobreviveram foram isolados em centros de tratamento, informou o Ministério da Saúde.

Médico que descobriu o ebola alerta para vírus mortais que ainda estão por vir. A suspeita é de que uma enfermeira de um posto de saúde local, que morreu dia 1º de fevereiro, tenha sido vítima de ebola.

“Frente à situação e de acordo com os regulamentos internacionais de saúde, o governo da Guiné declara uma epidemia de ebola”, disse o ministério em comunicado.

Epidemia

A epidemia de ebola de 2013-2016, na África ocidental, começou em Nzerekore, o que dificultou o controle do vírus pela proximidade a fronteiras movimentadas. O surto matou 11,3 mil pessoas, sendo a grande maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Combater o ebola colocará uma pressão adicional ao sistema de saúde da Guiné, que já luta contra o coronavírus. O país de 12 milhões de habitantes já contou 14.895 infectados e 84 mortos pela Covid-19.

Causas da doença

O vírus do ebola causa vômito e diarreia severos e é transmitido pelo contato com fluidos corporais. É muito mais mortal que a Covid-19, embora não seja transmitido por pessoas assintomáticas.

De acordo com o ministério, as autoridades da Guiné já pediram vacinas contra o ebola à Organização Mundial da Saúde (OMS). A nova vacina melhorou enormemente as taxas de sobrevivência da doença nos últimos anos.

Tanto os imunizantes quando tratamentos mais avançados ajudaram a acabar com a segunda maior epidemia do ebola registrada, que foi declarada em junho do ano passado na República Democrática do Congo (RDC) e matou mais de 2.200 pessoas. Neste domingo, porém, a RDC reportou quatro novos casos de ebola.

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