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terça-feira, 31 março, 2020

Evaldo dos Santos: “Estou à disposição de Deus”

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Líder apaixonado pela obra de Deus, Evaldo Carlos dos Santos tornou-se o nome do maior evento outdoor do Brasil e afirma “estar a disposição para novos projetos”

Por Priscilla Cerqueira 

Líder, apaixonado pela obra de Deus e um dos maiores nomes do evangelismo no Brasil. Aos 58 anos e 36 de ministério pastoral, Evaldo Carlos dos Santos, ou simplesmente pastor Evaldo, tornou-se o nome do maior evento outdoor do Brasil.

Em proporções gigantescas, o Jesus Vida Verão virou exemplo de alcance nacional de transformação de vidas. “Fico orgulhoso em ter vencido as dificuldades para manter esse evento, mas firme no propósito que Deus colocou em nosso coração e por dizer que até aqui o Senhor nos ajudou”, declarou.

Casado com Luciley Santos, pai de três filhos, pastor Evaldo, que é goiano, também tem formação em psicologia e direito, e sua grande paixão é o ministério. “Nasci em um lar cristão, meu pai era pastor e Deus me chamou para a obra aos 17 anos”, contou. Nesses anos dedicados ao ministério, 20 deles são voltados para compartilhar o amor de Deus nas areias da praia de Itapuã, em Vila Velha (ES).

Em entrevista exclusiva à Comunhão, pastor Evaldo abriu o coração, falou da sua vida, ministério e como é gerir um evento de alcance nacional. Confira!

Quando e como teve início o envolvimento do senhor com o Jesus Vida Verão?

Meu envolvimento começa quando fui convidado para ser o preletor do Congresso de jovens no Estado, realizado pela Juventude Batista Capixaba. A liderança da Igreja Batista Praia da Costa me conheceu, então fui convidado a pregar na igreja e no Jesus Vida Verão. A partir daí começou o meu namoro com a igreja e com o evento. Em 1999, através de convite, tomei posse como pastor da PIB Praia da Costa e a partir daquele ano, assumi o projeto, que já estava na sua 6ª edição, começamos a desenvolvê-lo de forma que cresceu no estado.

O evento, que surgiu pequeno nas áreas da Praia da Costa, tomou proporções surpreendentes. O que marcou a “virada” pra essa magnitude?

O evento tinha uma característica de trazer bandas de vários estilos, para agradar os vários tipos de público, não tinha um foco. Quando assumi a coordenação, propus a igreja em transformá-lo em adoração, que é uma linha que comunica com a igreja, com as pessoas. Então, trouxemos o Diante do Trono em 2001 e a partir daí teve uma grande guinada.

Há anos, muitas têm sido as tentativas de impedir a realização do evento. Como o senhor avalia esses desafios?

As pessoas não entendiam a proposta do evento, que crescia a cada edição, e gerou desafetos. Mas ao longo dos anos, mostramos que o nosso projeto é a cara da praia e que queríamos atrair os turistas. Sofremos com embargos judiciais, de pessoas pedindo a suspensão do evento. Mas Deus, que está acima de todas as coisas, sabia que nosso objetivo era anunciar a palavra, falar da grandeza de Seu amor, e Ele nos sustentou. A prova de que o evento é bom é porque cresceu e se tornou a maior festa do país nesse gênero. Recentemente, foi citado como um case de sucesso nacional no Fórum Paranaense de turismo religioso. Se tornamos referência é porque estamos no caminho certo e cumprindo aquilo que Deus nos pediu para fazer.

Se tornamos referência é porque estamos no caminho certo e cumprindo aquilo que Deus nos pediu para fazer

Qual a análise o senhor faz, da capacidade do evento reunir milhares de pessoas de diferentes denominações?

Isso tem a mão de Deus. Há uma visão ampla dos pastores e líderes em perceber que o evento tem um viés de adoração, um propósito de unir forças, pois quando estamos unidos somos muito mais atuante. Uma Igreja unida se torna inquebrável. Cremos que essa unidade que alcançamos ao longo desses anos foi um mover de Deus no coração dos pastores, de entender que a proposta era de abençoar e ajuntar o povo de Deus em um único propósito.

Mais que reunir cristãos em comunhão e louvor, o evento tem sido ferramenta de conversão. Qual sua visão sobre essa responsabilidade?

É um equívoco pensar que o Jesus Vida Verão é para os crentes. Ele é aberto a população. Tem católicos, espíritas, e ateus, que vão ao evento porque se sentem bem, ouvem uma boa música e uma palavra desafiadora. O evento tem a característica de crescimento, de impacto na vida das pessoas, e de transformação. Como líder e representante dessas denominações que se unem, me sinto responsável, pois tenho o compromisso de falar e compartilhar o amor de Deus. Ficamos felizes quando vemos centenas de pessoas tendo suas vidas transformadas. São foragidos da justiça, que viviam nas drogas, na prostituição e se encontraram com Deus. A palavra do Senhor não volta vazia.

Como as equipes de aconselhamento e de interseção atuam?

São mais de 20 equipes de aconselhamento, que são preparadas para atuar durante o evento. Os conselheiros são treinados para abordar, falar e ouvir as pessoas. Eles sabem o que fazer quando alguém chega desesperado, aos prantos, com tendência suicida, além disso, oram, entregam uma bíblia ou devocional para refletir, e orientam para que busque uma igreja para servir a Deus e ter uma experiência com o Senhor. Já o ministério de oração, composto por cerca de 15 pessoas, fica intercedendo antes, durante e depois do evento. As orações são incessantes pelos grupos musicais, polícia, guarda municipal, público e todas as pessoas envolvidas, por isso o agir de Deus é tão forte. A oração é o sucesso desse evento. Também, há uns dez anos passamos a realizar uma vigília na praia, uma semana antes do evento acontecer, para consagrar o lugar. Percebemos que depois disso, mudou radicalmente a espiritualidade do evento.

Esses 30 anos demonstram três décadas de muita doação, dedicação e um momento de celebrarmos, de agradecer e colocar o joelho no chão e dizer: ‘muito obrigado, Deus’

O que representa hoje para o senhor, ver o Jesus Vida Verão numa constante crescente?

Quando cheguei na Igreja o evento já existia, mas, em proporção menor. Quando me propus a trabalhar para que o evento crescesse, aceitei o desafio de me doar por completo. Já são 20 anos de doação para ele crescer, se multiplicar e influenciar. Tanto que em vários lugares do Brasil tem eventos inspirados no Jesus Vida Verão. Não acho que já fiz tudo, porém, uma boa parte do que já foi feito, com a ajuda de outras pessoas, posso dizer: ‘Ebenezer, até aqui nos ajudou o Senhor’.

O senhor hoje é reconhecido no Brasil pela coordenação do Jesus Vida Verão, maior evento outdoor do Brasil. É preciso tomar ainda mais cuidado para não ter vaidade?

Sim. O poder pode trazer vaidade. Por estar numa posição dessa, de promoção, as vezes o coração da gente pode se ensoberbecer, mas humildade é importante. Temos sempre de lembrar que a glória é de Deus e não do homem. Sou apenas um veículo, um instrumento como os demais que estão aqui. Mas somos passageiros e o projeto é de Deus, então não posso achar que sou alguma coisa. O Senhor, em Sua infinita misericórdia nos usa para sermos instrumentos dEle, mesmo nas dificuldades. A condição fundamental para a prosperidade do evento é humildade, sem isso, não vamos a lugar nenhum.

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Foto: Renato Cabrini

Ano que vem o evento completa 30 anos. O que podemos esperar para essa data especial?

Podemos esperar uma grande celebração, pois vamos marcar a presença evangélica no Espírito Santo. Queremos mobilizar várias caravanas de todo o Brasil para vir, fazer algo simbólico, que deixa um marco de que houve nesse estado, um projeto que mobilizou o povo de Deus. Esses 30 anos demonstram três décadas de muita doação, dedicação e um momento de celebrarmos, de agradecer e colocar o joelho no chão e dizer: ‘muito obrigado, Deus’.

Em sua jornada enquanto pastor, que outros obstáculos vêm sendo preciso vencer?

Um dos obstáculos que enfrentamos é o apoio financeiro, pois o evento tem um custo. Apesar disso, Deus tem nos abençoado. Outra barreira é o espiritual, pois sabemos que existe uma oposição grande do mal para que o bem não prospere. Há pessoas que não querem que o evento seja realizado e por isso fazem críticas. Somos abertos a isso, mas do mesmo jeito que queremos trazer uma palavra de esperança, outros grupos e instituições religiosas também querem. Então é possível ter espaço para todos. Nós só queremos o respeito da população para aquilo que acreditamos. Se vivermos na condição de um respeitar o limite do outro, seremos felizes.

Meu maior receio hoje é a gente viver numa sociedade completamente desestruturada e as pessoas não saberem porque estão aqui, para onde estão indo e qual o sentido da existência

Como o senhor se prepara no dia a dia para resistir à luta?

Só pela misericórdia de Deus, orando, clamando, jejuando e buscando o fortalecimento no Senhor para lutar e não desanimar, pois o desgaste emocional é muito grande, principalmente no sentido espiritual. O diferencial é perseverar nas dificuldades, pois Deus dará a vitória.

Qual deve ser a principal preocupação da igreja hoje?

A igreja tem que estar atenta a três áreas fundamentais. A primeira é a desmotivação, pois muitos crentes estão desanimando, perderam o primeiro amor. A segunda é o distanciamento da Palavra de Deus. É preciso permanecer firme na palavra para ser abençoado. A igreja também precisa ter foco, fazer a diferença, pois ela é a luz a do mundo, o sal da terra, é ela que tem que dar a diretriz, pois tem o espírito santo que é a guia. E tem que proclamar a verdade de Deus, pois quando isso acontece as pessoas se sentem seguras. Tendo foco nas decisões e a Bíblia como regra de fé e prática, o resultado é de sucesso.

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Foto: Renato Cabrini

Qual o seu maior receio?

Meu maior receio é a gente viver numa sociedade desestruturada e as pessoas não saberem porque estão aqui, para onde estão indo e qual o sentido da existência. A sociedade vai perdendo a essência, não tem diretriz e entende que tudo está bom. Eu procuro ensinar as pessoas a terem um norte na vida, a buscarem sentido para a vida, é isso que ajuda a existência a ter significado. Outra coisa que aconselho é que devemos buscar o plano de Deus para a nossa vida, pois quando envolvemos com o que Ele deseja, prosperamos, alcançamos bênção e sucesso, pois a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável.

Estamos em ano eleitoral e o senhor se tornou uma pessoa conhecida e relevante no Estado. Esquentaram os boatos de que seria candidato.  O que acha disso? Quais perspectivas?

Amo o Ministério, mas nunca me furtei a ajudar em algo que seja relevante. Há 15 anos ajudo hospitais da grande Vitória. Estamos gerindo três unidades de saúde. Eu gosto do viés social. Também ajudo num projeto de reforço escolar para 50 crianças. Mas, meu sonho é construir um local para atender mais de mil crianças, para que elas tenham acesso a mais atividades. Então, estou à disposição de Deus para novos projetos, inclusive na política. É Deus que vai direcionar essa questão na minha vida.

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