Cresce número de alunos no ensino superior à distância no Brasil

Foto: Brazil Journal

Ensino superior à distância ofertou mais vagas que o presencial em 2018, aponta Censo da Educação Superior. Tendência já era apontada em edições anteriores. Metade dos alunos não chega ao diploma

Pela primeira vez, o número de vagas ofertadas pelo ensino superior a distância superou em 2018 o número de oportunidades em cursos presenciais. No ano passado, foram quase 8 milhões de vagas remotas contra 6 milhões e 300 mil locais.

O dado é do Censo do Ensino Superior, divulgado nesta quarta (19) pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O resultado das vagas em EAD é reflexo direto do aumento dos cursos de graduação a distância, constatado em edições anteriores. Em 2018, o Censo do Ensino Superior mostrou uma alta de 17,6% no número de alunos nesta modalidar.

“É a primeira vez que você tem um maior ensino a distância do que presencial. Acho que é uma tendência nacional e mundial, só tende a se consolidar e ampliar”, declarou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Matrículas presenciais 

Apesar disso, a rede presencial ainda recebeu mais alunos novos, em 2018, que a rede a distância. Segundo o censo, foram 2 milhões de matrículas em vagas presenciais. Ou seja, 28,9% do total ofertado. E um milhão nas vagas à distância. Total de 21,5% do ofertado.

Das vagas preenchidas em todas essas redes de ensino, 58% dos alunos se inscreveram em cursos de bacharelado. Outros 21% iniciaram cursos de licenciatura (formação de professores), e os demais 21%, em cursos tecnológicos.

Ao todo, 8,4 milhões de alunos estavam matriculados em alguma modalidade de ensino superior em 2018. Desse total, 20% estudavam em instituições públicas, e o restante, na rede privada.

desistência

Ao apresentar os dados, o ministro criticou o elevado grau de desistência dos jovens que entram no ensino superior. Dados dos últimos anos apontam que, em média, só um terço dos alunos termina o curso “na época certa”. Metade dos matriculados abandona a faculdade sem concluir o curso.

“Qualquer atividade econômica, e o ensino, mesmo público, é uma atividade econômica, tem que ter critérios de eficiência. A gente é muito ineficiente no Brasil. Há um elevado grau também de pessoas que ficam muito mais tempo que o previsto. Se a gente reduzisse significativamente essa ineficiência, conseguiríamos dobrar o número de pessoas com ensino superior completo no Brasil utilizando os mesmos recursos disponíveis”, declarou.

*Da redação/ Com informações das agências


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