Ensino bíblico para surdos ainda é um tabu

Ensino bíblico para surdos ainda é um tabu
Alunos que se formaram no curso de Libras básico , em dezembro/2016 , na Lagoinha de Justinópolis. Foto/ Ministério Ephatá

Estatística do IBGE aponta que menos de 1% dos surdos brasileiros são cristãos. Número indica deficiência na evangelização e discipulado.

A Língua brasileira de sinais (Libras) foi oficializada como a segunda língua do Brasil, em 2002. Mesmo assim, falta muito para se alinhar sobre os direitos educacionais dos surdos.

Segundo a pastora Núbia Áquila, “Não há Bíblia clara em Libras”. Núbia coordenada o Ministério Ephatá, da Igreja Batista Lagoinha, em Belo Horizonte. O grupo existe desde 1992 para conduzir surdos ao conhecimento do Evangelho.

Ensino bíblico para surdos ainda é um tabu
Pastora Núbia Águila, líder do Ephatá durante um dos curso de libras

A pastora ressalta que a importância de se investir em uma melhor interpretação das escrituras para os surdos. Para ela, os intérpretes que fizeram a tradução não conseguiram desenvolver um material para atingir o público com deficiência auditiva.

“Se eu fizer a interpretação na estrutura do português o entendimento não será completo para os surdos”, explicou.

Mudança

Apesar do cenário desfavorável, existem mobilizações para mudar essa situação. Segundo a pastora, há um grupo de pessoas que tem se levantado nas igrejas com a missão de publicar uma Bíblia em Libras com mais qualidade. Apesar disso, este plano ainda não saiu do papel. “Essa é uma demanda urgente”, destaca.