Enfermeira demitida por entregar Bíblia na Inglaterra

Foto: Reprodução

A enfermeira britânica Sarah Kuteh foi demitida em 2016 porque deu uma Bíblia a uma paciente com câncer. Agora o Tribunal de Apelação da Inglaterra decidiu que sua demissão não foi injusta.

A enfermeira britânica Sarah Kuteh, 50 anos, foi demitida por justa causa de seu cargo do Hospital de Dartford, a 25 km do centro de Londres, na Inglaterra, em 2016, por ter conversado com vários pacientes sobre sua fé e oferecer uma Bíblia a uma pessoa com câncer.

A decisão foi publicada pelo  Tribunal de Apelação na semana passada. Em junho de 2016, o paciente em tratamento contra câncer se queixou da conduta da enfermeira, quando ela o encorajou a cantar o Salmo 23 junto.

“Ele havia respondido que tinha a ‘mente aberta’ no formulário sobre religião e alegou que a requerente havia lhe dito que a única maneira de chegar a Deus era através de Jesus. [Sarah] disse a ele que lhe daria a Bíblia se ele não tivesse uma; apertou sua mão com força e fez uma oração muito intensa e continuou, pedindo que ele cantasse o Salmo 23. Ele ficou tão surpreso que cantou o primeiro verso com ela”, afirma a decisão judicial.

Os documentos judiciais também apontam para uma série de outros incidentes, nos quais os pacientes reclamam da mensagem religiosa da enfermeira.

Sarah foi demitida dois meses após a confirmação do Tribunal do Trabalho. Ela apelou da decisão em 2017, mas não conseguiu ter sua demissão anulada. Foi autorizada a trabalhar como enfermeira novamente em julho do ano passado, depois que suas restrições de trabalho foram suspensas pelo Conselho de Enfermagem e Obstetrícia (NMC, em inglês).

No entanto, Sarah recorreu pela segunda vez no Tribunal de Apelação, afirmando que a justiça “não considerou a interpretação correta do NMC e a distinção entre expressões apropriadas e inapropriadas de crenças religiosas”.

Ela também disse que o tribunal falhou em reconhecer o artigo 9 da Convenção Europeia sobre Direitos Humanos, que garante liberdade para expressar as crenças, e em “considerar a distinção entre o verdadeiro evangelismo e o proselitismo impróprio”. Mas os juízes do Tribunal rejeitaram o recurso, alegando que ela não foi demitida injustamente.

Propagação do Evangelho

Missão da Cidade de Londres elogiou a atitude de Sarah. “Muitos cristãos ganenses têm o hábito de falar sobre Jesus o tempo todo, mesmo que no Reino Unido isso seja culturalmente inadequado. Louvado seja o Senhor pelo coração compassivo e coragem de Sarah!”, twittou o CEO da organização, Graham Miller.

A enfermeira está sendo representada pelo Centro Legal Cristão, que atualmente está discutindo quais serão seus próximos passos. A organização parceira da CLC, Christian Concern, pediu ao secretário de Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, para levar em conta os casos de perseguição cristã que acontecem dentro das fronteiras do Reino Unido, em um post no Twitter.

“É vital que Jeremy Hunt reconheça a discriminação contra os cristãos no Reino Unido e também no mundo”, destacou a Christian Concern

*Com informações de Telegraph e Faithwire


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