Empreendedora brasileira é premiada nos EUA

Foto: Virtude Comunicação

Fundadora e CEO da startup Vittude, Tatiana Pimenta foi a única representante do país no Cartier Women’s Initiative Awards e recebeu US$ 30 mil

A Cartier Women’s Initiative Awards (CWIA) acaba de anunciar as sete vencedoras de sua edição de 2019. A premiação tem como objetivo reconhecer empreendedoras que estejam à frente de negócios com impacto social relevante em sete regiões do planeta: América Latina, América do Norte, Europa, África Subsaariana, Oriente Médio e Norte da África, Ásia Oriental, Sul da Ásia e Oceania.

Além das vencedoras, o CWIA premiou as outras 14 finalistas do prêmio. Entre elas, estava a brasileira Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude, startup que conecta pacientes e psicólogos em poucos cliques.

“Os últimos dez dias em São Francisco foram os mais ricos de toda minha carreira profissional. Tivemos uma série de workshops e treinamentos conduzidos pelo time da Insead, tradicional escola de negócios francesa. Entre os treinamentos mais interessantes, estavam uma grande de finanças para startups, focada em Valuation e obtenção de investimentos. Também tivemos 3 dias de preparação conduzidas pelo time da Stand and Deliver, consultoria focada em preparar presidentes para grandes discursos em público.

Além disso, um treinamento chamado How to bring the right people onboard, focado no recrutamento e retenção de talentos, um dos grandes desafios compartilhados por todas as empresas. Ter acesso a um conteúdo de alta relevância é fundamental para seguirmos crescendo. No último dia, após a premiação, tivemos um encontro com mais de 60 investidores intern acionais da região da Bay Area e também da Ásia. Várias portas importantes foram abertas no período”, comemora Tatiana, que fundou a Vittude em 2016 a partir de uma necessidade pessoal.

As vencedoras foram escolhidas entre quase 2.900 inscritas de mais de 140 países. Cada uma delas recebeu um prêmio de US$ 100 mil (R$ 393 mil). As demais finalistas receberam US$ 30 mil (R$ 118 mil), além de ganhar acesso a oportunidades de networking e a um espaço no programa executivo INSEAD.

“Em menos de uma década, as candidaturas passaram de 360 para quase 3.000 aplicações. Com um crescimento tanto na quantidade, quanto na qualidade das empresas que participam, a iniciativa tornou-se um passo transformador na vida de 198 empresárias em mais de 49 países”, afirma a presidente da Cartier, Cyrille Vigneron.

A Vittude

De olho em um cenário em que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão em todo o mundo e outras 260 milhões vivem com transtornos de ansiedade – muitas delas, inclusive, adquirem ambos, a Vittude desenvolveu uma plataforma que conecta psicólogos e pacientes em poucos cliques, levando saúde e bem-estar para brasileiros nos quatro cantos do mundo.

Funciona assim: a pessoa acessa o site da startup, faz um breve cadastro, escolhe seu psicólogo online de acordo com suas preferências e agenda a sessão. Tudo online, inclusive o pagamento. A pessoa tem acesso a informações detalhadas sobre o currículo e a linha de atuação de cada psicólogo, a sua disponibilidade de agenda e o valor da consulta estipulado por cada profissional.

“Segundo o Ministério das Relações Exteriores, hoje 2,5 milhões de brasileiros vivem no exterior. Com o surgimento da terapia online, essas pessoas passam a ter acesso a psicólogos experientes e extremamente qualificados, de seu próprio país. Fazer terapia em uma língua que não é a materna é extremamente difícil. Há palavras que só existem no nosso vocabulário, como, por exemplo, saudade”, destaca Tatiana Pimenta.

Hoje a startup conta com cerca de 2000 psicólogos e mais de 10 mil pacientes cadastrados, atuando em todo território nacional e alcançando brasileiros em outros 50 países. São mais de 4000 atendimentos realizados todo mês por profissionais qualificados e certificados pelos conselhos regionais de psicologia.

“Vejo o atendimento online como uma forma de ampliar o acesso a cuidados de saúde mental, em especial de forma preventiva. Hoje menos de 3% da população faz terapia, sendo que quase 60 milhões de brasileiros têm algum transtorno mental diagnosticado. Muitos só buscam a terapia quando já estão em uma condição de extremo sofrimento psíquico, necessitando de tratamento medicamentoso e atenção redobrada”, analisa Tatiana.

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