23.9 C
Vitória
segunda-feira, 21 setembro 2020

Quase metade dos países do mundo é proibida de evangelizar

Leia também

Anvisa autoriza que Pfizer dobre número de voluntários em testes para vacina

O laboratório informou que vai expandir o número de participantes do estudo para a vacina, chegando a cerca de 44 mil participantes

Fumaça do Pantanal que chega a SP pode agravar casos de doenças respiratórias

Outra recomendação que Cardenuto indica é a de evitar aglomerações, uma medida que já deveria ser cumprida em função do novo coronavírus

Lava Jato denuncia Cabral e Bezerra por propinas em contratos do DER

Segundo a peça, registros contábeis apreendidos com o operador de Cabral na Calicute mostram que Maciste efetuou, entre 2011 e 2017

As leis que proíbem a blasfêmia são “alarmantemente difundidas” em todo o mundo, com muitos países estabelecendo punições desproporcionais, que vão desde prisão até a pena de morte.

Um relatório sobre leis antiblasfêmia e anticonversão foi apresentado esse mês pela Comissão de Liberdade Religiosa Internacional, sancionado pelo governo dos EUA. Irã, Paquistão, Iêmen, Somália e Catar ocupam os primeiros postos em uma lista de 71 países que criminalizam pontos de vista considerados blasfemos.

Na prática, isso significa que uma pessoa não pode mudar de religião e aqueles que ousarem dizer que os ideais religiosos da maioria da população são errados estão sujeitos a serem taxados como criminosos.

“Nós encontramos padrões. Todas essas leis, de alguma forma, se desviam dos princípios da liberdade de expressão. Todas têm uma formulação vaga, que geram diferentes interpretações”, explicou à agência Reuters a autora do relatório, a suíça Joelle Fiss.

O ranking foi estabelecido em como a proibição de uma blasfêmia ou criminalização de um estado viola os princípios do direito internacional. A Irlanda e a Espanha, que possuem leis antiblasfêmia consideradas leves e que raramente são invocadas, preveem apenas uma multa.
Contudo, 86% dos países com leis de blasfêmia preveem prisão para os acusados. A grande maioria são nações islâmicas, que invocam a lei religiosa sharia acima das leis nacionais.

A proporcionalidade da punição foi um critério fundamental para os pesquisadores. “É por isso que o Irã e o Paquistão são os dois países mais perigosos pois eles explicitamente colocam a pena de morte em suas leis”, disse Fiss, referindo-se a legislação que impõem a morte a quem ‘insultar’ o profeta Maomé.

A questão maior é que, se um cristão afirmar que Jesus é Deus ou que é maior que Maomé, já pode ser acusado de blasfêmia. Dentro da prática islâmica, o fato de uma pessoa que nasceu em uma família muçulmana converter-se a outra religião é o suficiente para que ela seja considerada um blasfemador.

Em suma, leis de blasfêmia se equivalem as de anticonversão e podem ser usadas pelas autoridades para reprimir minorias, segundo o relatório. Isso pode servir de pretexto para que os extremistas religiosos fomentem o ódio contra quem pensa diferente deles.

Um caso recente de acusação de blasfêmia envolveu o ex-governador de Jacarta, na Indonésia. Cristão, Basuki Tjahaja Purnama, conhecido como “Ahok”, foi condenado a dois anos de prisão após dizer que não concordava com versículo do Alcorão segundo o qual um muçulmano só deve eleger um dirigente muçulmano.

Especialistas das Nações Unidas criticaram a decisão do tribunal indonésio, classificando a sentença como “injusta e política”.

Outro caso de grande repercussão foi no Paquistão, onde Taimoor Raza, 30 anos, foi condenado à morte por ter feito comentários considerados ‘blasfemos’ no Facebook. Sua crítica à Maomé o colocou no corredor da morte juntamente com outras dezenas de pessoas que de algum modo ofenderam os muçulmanos.

Ainda segundo o relatório da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional, em alguns países como a Arábia Saudita, os tribunais da sharia é quem decidem os acusados de blasfêmia e por isso não existe a necessidade de uma lei específica.

Segundo Fiss, o julgamento é “muito vago”, por vezes bastando a palavra de um acusador, sem necessidade alguma de se apresentar provas. Segundo a sharia, o testemunho de um ‘infiel não islâmico’, não possui valor.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Edição 275

O caso da menina de 10 anos que engravidou após ser violentada por um tio em São Mateus, interior do Espírito Santo e teve o aborto autorizado pela justiça, chamou atenção para a triste estatística de casos de abuso sexual em crianças no Brasil. E a igreja diante disso?

Cristãos perseguidos: missionários em sua própria terra

Mais de 260 milhões de cristãos no mundo enfrentam perseguição, hostilidades, violência física, verbal, psicológica e sexual, são presos e até mortos por amor a Jesus

Suicídio: conscientizar para salvar vidas

Estatísticas da OMS apontam que tirar a própria vida é um caso de saúde pública. Saiba mais!

Domingo da Igreja Perseguida, oração em favor dos cristãos perseguidos

O tema também segue o mesmo: Cristãos ex-muçulmanos, que representam a maior parcela dos cristãos perseguidos em todo o mundo.

Augustus Nicodemus alerta para perseguição no mundo

Ao publicar um artigo nosite Coalização pelo Evangelho, Nicodemus, que é vice presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil afirmou: "Dias difíceis à frente"

Edição 274

Ansiedade Mãos trêmulas, boca seca, palpitação no coração, fala apressada, dificuldade para dormir, você sofre de ansiedade? Especialistas ouvidos por Comunhão explicam que essa preocupação...

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

Live solidária: artistas em favor da Igreja Perseguida

Denominado de "Seja um com eles", a live solidária é um grito de ajuda a igreja perseguida. Paulo César Baruk, Rebeca Nemer, Eyshila, André Aquino são alguns dos convidados. Saiba mais!

Arte da Graça em casa; Conscientização do setembro amarelo

Em formato online, o evento une shows e workshops incentivando a tolerância, paz e música. Saiba mais!

Aquecimento Sepal 2020, com Edméia Williams e Rodrigo Gomes

Transmissão acontecerá nesta segunda-feira, 14 de setembro, às 19 horas. Saiba como participar!

Encontro nacional Renas: “Ser criança em tempos de incerteza”

É a 13ª edição do Encontro Nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas). Evento, que acontece em outubro, será online. Saiba mais!
- Publicidade -

Plugue-se

Vídeos sobre a Bíblia alcançam 1 milhão de pessoas no Tik Tok

Produzidos por Jey Reis, 17 anos, os vídeos diários, que são publicados no Tik Tok, falam sobre Jesus. Saiba mais! !

“Inesquecível”: a história da professora que morreu para salvar crianças

Filme vai contar a história da professora Heley de Abreu, que deu avida para proteger crianças de um incêndio, em Janaúba (MG). Saiba maiws!

Kemuel e Priscilla Alcântara conquistam Platina Triplo

Platina Triplo é uma certificação pelo grande alcance que as canções dos artistas tiveram nas plataformas digitais de música Nesta quinta-feira, 17, Kemuel e Priscilla...

Ajude um cego a ler a Bíblia e ter a vida transformada

A iniciativa quer distribuir a Bíblia para cegos em todo o Brasil e promover a acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Saiba mais!