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sexta-feira, 16 abril 2021

Eles são prioridade

Pesquisa revela que os pais cristãos escolhem a igreja com base na educação infantil, pensando nos filhos

Por Patrícia Scott

As crianças são o futuro da igreja. Essa visão bastante comum no meio evangélico é desconstruída por um estudo desenvolvido pelo instituto de pesquisas norte-americano Barna Group.

O levantamento aponta que seis em cada dez casais cristãos com filhos pequenos escolheram onde congregar com base na qualidade da programação infantil.

Isso significa que, para 58% dos entrevistados, o ministério com crianças é o principal motivo que as famílias levam em consideração na hora de decidir por uma igreja.

Ou seja, os pais entendem que os pequenos fazem parte da igreja de hoje. No entanto, a partir do resultado dessa pesquisa, surge o questionamento: até que ponto os filhos devem influenciar os pais na escolha do local que congregarão?

A pastora e psicóloga Ana Lúcia Rodrigues, da Igreja do Evangelho Quadrangular em Santa Eugênia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, avalia que por conta da correria do dia a dia, alguns responsáveis não cuidam, de forma mais efetiva, da orientação espiritual dos filhos.

Dentro desse contexto, ela pontua que a busca por uma igreja com um ministério infantil bem preparado torna-se um grande diferencial a ser considerado. De acordo com Ana Lúcia, não há exageros quando se trata de escolher um local adequado para a formação cristã dos pequeninos.

No entanto, ela faz uma consideração importante acerca de um ponto fundamental. “É preciso estar atento sobre o conteúdo passado para eles”.

Grande desafio

Ao compartilhar da mesma opinião, a pastora Rozi Santos, da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), na Taquara, Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, diz que existem outros fatores que os pais precisam observar como, por exemplo, a consistência dos ensinamentos que são pregados.

“Não adianta ter um ministério infantil bastante estruturado e organizado se a Palavra ensinada é rasa, sem consistência”, pontua e analisa: “O ideal é que a igreja tenha um trabalho sólido com os pequenos e também ministre os princípios bíblicos com profundidade”.

Ela ressalta ainda que a igreja tem o papel fundamental de auxiliar os pais na condução dos pequenos nos caminhos do Senhor.

No entanto, segundo a pastora Rozi, muitos responsáveis desejam que o ministério infantil assuma uma responsabilidade que cabe à família. “Os valores cristãos devem ser repassados pelos pais. As tias da Escola Bíblica reforçam a aprendizagem do Evangelho, que deve ocorrer em casa”, conclui.

Evangélica há mais de duas décadas, a dona de casa Glória Orcino Moreira, de 48 anos, confessa que já mudou de igreja, justamente por causa da filha Geovanna, de nove anos. Ela revela que, apesar de ser uma congregação razoavelmente grande, nem nos horários dos cultos havia um trabalho específico com as crianças.

“Os pequenos transitavam pelo templo, o que tirava a minha atenção da Palavra, sem contar que a minha filha não tinha nenhum estímulo para ir à igreja”, pontua ela, que é membro do Ministério Chama do Avivamento, no Recreio dos Bandeirantes, na zona Oeste do Rio de Janeiro.

Preocupada com o desânimo da menina, Glória afirma que o mais viável foi buscar outro local para estar com a família. “Vejo que é importante a igreja investir no ministério infantil, para que as crianças se sintam parte daquele ambiente e, desde cedo, sejam despertadas para a obra de Deus”.

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