Alberto Fernández e Cristina Kirchner vencem na Argentina

(Foto: Reprodução)
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Alberto Fernández e a vice-presidente Cristina Kirchner formam novo governo a partir de 10 de dezembro na Argentina

O peronista Alberto Fernández ganhou em primeiro turno as eleições deste domingo (27) na Argentina. Em pronunciamento, convocou os argentinos a se unirem a seu projeto de governo para enfrentar os tempos vindouros que, segundo ele, “não são fáceis”, em referência à crise econômica.

O líder da coalizão “Frente de Todos” afirmou que se reunirá nesta segunda-feira (28) na Casa Rosada com o atual presidente, Mauricio Macri, a quem superou no pleito. Segundo o presidente eleito, o assunto será a transição política realizada até o dia 10 de dezembro.

“Sabem que até 10 de dezembro o presidente é o presidente Macri. Vamos colaborar em tudo o que pudermos, porque a única coisa que nos preocupa é que os argentinos deixem de sofrer de uma vez por todas”, declarou Fernández. Assim, disse diante de uma multidão no quartel-general da “Frente de Todos”, no bairro de Chacarita, em Buenos Aires.

Após a vitória já reconhecida por Macri, o novo presidente aproveitou para pedir ao atual governo para que “seja conscientes do que deixou” e “ajude a reconstruir o país das cinzas”. Bem como, “tomara que esse compromisso de diálogo que nunca tiveram passem a ter”, acrescentou.

O discurso de Fernández girou em torno da união, “não é a frente de nós, é a Frente de Todos, nascida para incluir todos os argentinos”. O novo presidente reassumiu o compromisso de cumprir todas as propostas que fez durante a campanha eleitoral, bem como reativar a economia e gerar empregos como chaves para tirar o país da crise.

“Daqui em diante só nos resta cumprir o prometido. Saibam os argentinos que cada palavra que demos e cada compromisso que assumimos foi um compromisso moral e ético sobre o país que devemos cumprir”, acrescentou.

Além disso, ele lembrou o nono aniversário de falecimento do ex-presidente Nestor Kirchner, marido de sua companheira de chapa, Cristina. “Não seria justo que hoje não reconhecesse o que fez por nós e a enorme possibilidade que me deu”, afirmou, que foi chefe de Gabinete de Kirchner.

*Da redação, com informações da Agência EFE


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