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sexta-feira, 23 abril 2021

Elas pelo mundo: protagonismo das mulheres em missões

Lançado em maior de 2020 pela Junta de Missões Mundiais, da Convenção Batista Brasileira, o ‘Elas pelo Mundo’ fortalece a liderança feminina em projetos missionários pelo mundo

Por Priscilla Cerqueira

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, conheça o projeto Elas Pelo Mundo, da Junta de Missões Mundiais, da Convenção Batista Brasileira (CBB). O objetivo do programa, que foi lançado em maio de 2020, é fortalecer a liderança feminina em projetos missionários ao redor do mundo.

Segundo a JMM, o Elas Pelo Mundo parte da constatação da força missionária feminina, se configurando em uma plataforma para dar voz às missionárias. E dá visibilidade a trabalhos inspiradores de mulheres comuns, por meio de depoimentos, entrevistas, mesa redonda entre outras estratégias.

Para a Junta de Missões Mundiais, o programa também traz um despertamento para a obra missionária nas igrejas. A idealizadora do Elas Pelo Mundo, Analzira Nascimento, dá mais detalhes sobre o programa. Confira na entrevista!

Qual o lugar das mulheres na história do movimento missionário e o papel delas em missões hoje?

Analzira Nascimento – Desde os tempos bíblicos, as mulheres já exerciam um papel de liderança, mas por questões culturais, geralmente, eram colocadas como figuras secundárias. Podemos observar isso em toda a história do movimento missionário e na atualidade. Embora sejam maioria, muitas vezes, elas são invisibilizadas por uma sociedade patriarcal que impõe um protagonismo masculino, relegando as mulheres a uma posição subalterna. Hoje, muitas mulheres têm estado em destaque pelos trabalhos sérios e de grande relevância, realizados no âmbito missionário mundial.

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Foto: Reprodução

Por trás da iniciativa de criar um programa que dê visibilidade ao protagonismo missionário feminino existe uma denúncia ao patriarcado e ao machismo no meio missionário?

A Junta de Missões Mundiais tem mais mulheres do que homens em seu quadro de missionários. Embora a intenção primeira do projeto não seja uma reparação histórica, penso que a iniciativa vai fomentar uma cultura de valorização e empoderamento da mulher. A ideia é, também, estimular um espírito empreendedor nas mulheres através da identificação com as entrevistadas.

Há ações do projeto já definidas para acontecer? 

Os programas serão temáticos e quinzenais. O próximo já está gravado e aborda a grave situação de fome prevista no mundo pós-covid, fazendo uma transversalidade com três projetos coordenados por mulheres inspiradoras. Por enquanto, o evento só acontece pelas redes sociais. Nossos planos, após isolamento social, é oferecer esta programação e seus conteúdos em igrejas e congressos e os anfitriões oferecem a estrutura.

Quem quiser ter acesso ou mais informações sobre como participar ou implementar o programa, o que precisa fazer?

Acompanhar nossas redes sociais (Instagram e Facebook). Estamos organizando novas participações femininas globais e implementando quadros mais criativos dentro da programação. Temos uma pauta de 23 temas para os próximos programas, entre eles: Desafios para a Missão em um Mundo Pós-Covid, Mulher invisível, Igreja Digital e a Missão, e por aí vai. Mas o nosso público alvo não é só o feminino. Os homens interessados em fazer parte do que Deus está fazendo no mundo pode se envolver!

*Extraído de Ultimato, e adaptada por Comunhão

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