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terça-feira, 16 agosto 2022

Egito: ataques em série deixam cristãos mortos

Foto: Getty Images

Atos de violência contra os seguidores de Jesus são recorrentes no país, que está em 20º lugar na Lista Mundial da Perseguição (LMP) de 2022

Por Patricia Scott 

Nos últimos meses, uma série de incidentes que mataram ao menos três homens esfaqueados deixou os cristãos egípcios abalados. Cyril Megali, morador de uma vila em Sohag, no Alto Egito, no último dia 8 de junho, morreu no hospital em decorrência das feridas ocasionadas em um dos ataques. O país surge na 20ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022, elaborada por Portas Abertas, que destaca os 50

Megali trabalhava no Kuwait. Ele estava no Egito, visitando a família, quando Abdullah Hosni o empurrou da motocicleta e o atacou com um facão. Levado ao hospital com feridas graves, Megali não resistiu. Hosni admitiu o assassinato e acabou preso. No entanto, o agressor alegou sofrer de uma doença mental e ainda afirmou que a família possuía um atestado médico para confirmar.

O ministro do Interior afirmou, segundo o portal de notícias Coptic Solidarity, não entender como Hosni poderia ter uma doença mental grave, já que ele trabalhava em um cargo de grande responsabilidade na Líbia. Ele também estranhou o fato de a doença só ter sido mencionada após o assassinato.

Onda de violência

Abdullah Hosni já atacou cristãos outras vezes. Há dois anos, depois de atacar um seguidor de Jesus, ele foi sentenciado a um ano de prisão. No entanto, acabou sendo liberado depois de uma “audiência de reconciliação”.

O cristão Rani Ra’fat foi morto na porta do trabalho, em maio. Faisal Absul Nasser postou um vídeo no Tik Tok falando sobre o assassinato: “Estou contente por tê-lo matado em nome de Alá”. Tawfig é outro extremista acusado de esfaquear líderes cristãos, enquanto eles andavam na orla da praia, em Alexandria.

No Egito, as autoridades locais encaminham para “audiências de reconciliação” os incidentes envolvendo violência sectária. No entanto, essas sessões geralmente deixam as minorias cristãs desamparadas, já que beneficiam extremistas islâmicos que continuam livres.

Com informações Portas Abertas

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