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segunda-feira, 6 dezembro 2021

E fora da igreja, está tudo bem?

“Depois de anos vividos, descobrimos que só vale à pena viver buscando conhecer a Deus”

Por Marlon Max

É assim Hernandes Dias Lopes define a experiência com Deus. Porém uma pergunta que vem sendo feita das redes sociais nós oferece a oportunidade de refletir como estamos vivendo a jornada Cristã. Você já deve ter visto a pergunta: “E fora dos stories, vocês está bem?”, A indagação é uma reflexão sobre como as pessoas vivem e como se apresentam nas redes sociais. E se o mesmo fosse feito para avaliar a vida com Deus. “E fora da igreja, está tudo bem?” Sabemos que o Cristão não vive de domingos, mas de uma experiência holística com um Deus vivo.

Faltando poucos mais de quatro meses para o ano de 2021 acabar, muitos começam a refletir sobre os objetivos estabelecidos no início do ano e o balanço do que foi alcançado até o momento. É possível que, para muitos cristãos, se aprofundar em intimidade com Deus, leitura bíblica e atividade constante na igreja estavam entre os principais objetivos. Mas o que fizemos até então, está dentro do planejado ou as dificuldades do dia obrigaram uma mudança nas prioridades?

De acordo com o reverendo Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana do Brasil, em Vitória, Espírito Santo, quem almeja uma vida profunda com Deus é tomado pelo desejo de buscá-lo, em qualquer circunstância.

“A nossa alma tem mais necessidade de Deus do que a terra seca da chuva. A nossa alma tem mais carência de Deus do que a flor do campo tem do orvalho da noite. A nossa alma tem mais ânsia por Deus do que os guardas pelo romper da alva. A maior necessidade da nossa vida não é das bênçãos de Deus, mas do Deus das bênçãos”, explica.

Com o ano tomado pelas aflições da pandemia, muitos não tiveram a oportunidade de batalhar pela presença de Deus, e não há jugo sobre isso para o Cristão. Dias Lopes, entretanto, destaca que em Deus as dificuldades são diluídas e portanto se aproximar Dele é o único caminho viável para quem quer superar as adversidades, o luto e até a desorganização, que em última instância, é o impede as pessoas de estabelecer uma busca constante por Deus, dentro ou fora das igrejas.

“Somente em Deus nossa alma encontra descanso. Deus é a verdadeira fonte de prazer. Só há plenitude de alegria na presença de Deus. Os lautos banquetes do mundo não podem saciar a nossa alma. As riquezas do mundo não podem preencher o vazio do nosso coração. O conhecimento, o dinheiro, o sucesso, o poder e a fama sem Deus são insuficientes para dar significado à nossa vida. Deus nos criou para Ele e somente Nele encontraremos significado e razão para viver”, destaca o reverendo.

Desta forma, seja qual for a razão que, ocasionalmente, o cristão se afastou dos objetivos de perseguir a vontade de Deus, Ele apresenta um caminho de volta. A redenção pressupõe um re-aliamento, explica Hernandes.

“A vida sem Deus é seca como um deserto, infrutífera como os espinheiros e estagnada como um poço de águas paradas e lamacentas. Precisamos nos voltar para Deus, a fonte de águas vivas. Precisamos nos arrepender dos nossos maus caminhos e emendar as nossas veredas. Precisamos endireitar os caminhos tortos e retificar aqueles que estão fora do lugar. Esse é um tempo de arrependimento e volta para o Senhor”, alerta.

É tempo de restauração

Ainda não é tarde para corrigir a rota e voltar a mira para o alvo, que é Cristo. A vida com Deus é a garantia que tempos para sobreviver ao tempo ruim, mas além disso, é uma caminhada constante de arrependimento.

“A restauração começa com choro, com quebrantamento, com acerto de vida com Deus. Precisamos examinar o nosso coração. Precisamos ser pesados na balança de Deus. Precisamos reconhecer os nossos pecados, sentir tristeza pela nossa frieza espiritual e sentir vergonha pela escassez dos nossos frutos”, diz Hernandes Dias Lopes e complementa chamando atenção para o que é necessário para vencer a apatia, a adversidade ou qualquer dificuldade em viver a vontade de Deus e entrar em rota com aquilo que foi proposto no início do ano.

“O perdão é resultado do arrependimento, a restauração é consequência do quebrantamento e a plenitude da vida de Deus em nós é fruto de uma busca verdadeira, intensa e perseverante. A chuva vem sobre a terra seca. O derramamento do Espírito sobre aqueles que têm sede Deus”, ensina.

A vida com Cristo é prazerosa, rica e dinâmica. Segundo o reverendo, Deus deseja envolver os seus filhos nessa equação, e Ele não faz conta dos erros cometidos, mas espera arrependimento genuíno. Não é tarde para se voltar para Deus em sua plenitude e soberania.

“Podemos conhecer mais a Deus através de um estudo mais zeloso das Escrituras. Podemos produzir mais frutos para a glória de Deus através de um envolvimento mais efetivo com o seu Reino. É hora de clamar ao Senhor para que os tempos de refrigério da sua parte venham sobre nós, trazendo-nos restauração e vida!”, conclui.

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