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segunda-feira, 30 março, 2020

E como fica o Brasil agora?

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Os últimos capítulos da política no Brasil e das denúncias de corrupção através da Operação Lava-Jato têm levantado questionamentos. Como ficará a situação político-econômica do país a partir de agora? Será possível reverter o processo de crise econômica que estamos passando? Vimos manifestações no último domingo (16/08) que demonstram claramente que a população deseja o impeachment ou a renúncia da presidente Dilma Rousseff, e o fim da corrupção. Há estimativa de que participaram do evento 2 milhões de pessoas, um número maior que a manifestação de abril (1,5 milhão) e menor que a de março (3 milhões) em todo o Brasil.
Para o presidente do Conselho de Igrejas Evangélicas do Estado do Espírito Santo, pastor José Ernesto Conti, o problema está sendo gerado, porque a presidente está tentando solucionar a situação da mesma forma que o ex-presidente Lula fez durante o Mensalão.
“Em vez de apresentar soluções para que o país supere a crise, o que ela está fazendo é aumentar impostos; reonerar as empresas; oferecer cargos em troca de apoio. A Folha de São Paulo publicou uma carta em que três deputados de forma descarada pedem cargos na CODESP para seus protegidos ao vice-presidente, Michel Temer. Ou seja, nada mudou! As soluções da Dilma mostram sua completa alienação para com o país. Por que ela, por exemplo, não corta metade dos cargos comissionados no governo? Só esta medida economiza o suficiente para pagar 1 bolsa família. Ela fala em reduzir ministérios? Mas não adianta reduzir ministros e manter toda a máquina recebendo do governo. Porque ela não dá o exemplo e reduz as despesas de seu cartão corporativo? Não há recursos para investir em infraestrutura no Brasil, mas o BNDES investiu em Cuba (construiu um mega porto), Venezuela (está construindo o metrô); Argentina (financiamento), países da África, etc, um montante nos últimos 8 anos de aproximadamente US$ 11,0 bilhões. Provavelmente é muito mais, mas o valor exato não se conhece pois estes “empréstimos” possuem a tarja de “secretos” e não são aprovados pelo Congresso Nacional, como manda a lei. Segundo se constata, a Lava-Jato está só no começo. O cenário não é o melhor e como cidadãos não podemos esperar coisa boa. Nós brasileiros damos uma boiada para não entrar na briga, depois brigamos por um boizinho magro. Na verdade tudo vai depender de como as instituições conduzirão o país nos próximos meses. Se o Congresso, o Executivo e, principalmente o Judiciário, tomarem medidas injustas e impopulares, creio que teremos um final de ano muito ruim”, alerta.

Pode piorar

Para o pastor, as coisas poderão começar piorar depois da descoberta que o presidente do Senado, Renan Calheiros, obrigou três ministros da Agência Geral da União (AGU) a votar a favor das contas da Dilma, mesmo sabendo que elas estão erradas. O Senado votará os aumentos e reonerações. “Se os condenados da Lava-Jato começarem a ser soltos pela Justiça, na minha opinião, os políticos, Dilma e Lula, vão continuar acreditando que tudo isso não vai dar em nada. Mas penso que já estamos no limite. Até o final do ano é o prazo para explodir ou resolver. Importante: mesmo que a Dilma renuncie ou sofra o impeachment (duvido muito pois ela possui 23.000 cargos para dar em troca da sua liberdade), a situação não vai melhorar”, afirma.
E a igreja, qual o papel dela no meio desse campo de batalha? Deve se omitir ou fazer algo em apoio à população que está indo às ruas? O povo evangélico deve se manifestar? Pastor Conti acredita que sim, porque todos são afetados com a corrupção.
“Mais uma vez a igreja pode se omitir a desempenhar seu papel. A tendência das grandes é omissão total (aqui entra desde as neopentecostais até as tradicionais). O discurso de que nosso reino não é deste mundo ainda fala alto para a liderança destas igrejas. Mas creio que a parcela daqueles que se preocupam com o evangelho integral, ou seja, somos cristão e cidadãos, está aumentando no seio da igreja e a revelia da liderança. O aumento da crise institucional “forçará” que cada vez mais cristãos sintam na pele a necessidade deste envolvimento, afinal estão mais conscientes de que a democracia significa participar das decisões de nosso país, mesmo crendo que somos cidadãos do céu. Em outras palavras, está diminuindo a omissão e aumentando a participação, mesmo com todos os riscos que isso carrega, como por exemplo, os maus cristãos que se aproveitam das “ovelhas” para alimentar seus sonhos políticos bem como seu padrão corrupto de ser. Tudo tem preço!”, ressalta.

Nova eleições

A Universidade de Vila Velha (UVV), encomendou uma pesquisa para a Mercatto Inteligência Competitiva, entre os manifestantes de domingo, mostrando que a maioria (55,46%) quer o impeachment da presidente e novas eleições.
Para o doutor em Ciências Sociais Vitor Amorim de Angelo, o protesto de domingo – assim como os outros dois realizados neste ano – se diferencia bastante do que foi realizado em 2013, o “Vem pra rua”.
“Foi criada uma leitura de que a manifestação de 2013 seria de esquerda e que as de 2015 seriam de direita, mas essa foi uma leitura equivocada. As pautas que são diferentes. Em 2013 o público era mais heterogêneo, tínhamos desde os black blocks até as donas de casa que carregavam cartazes dizendo que o ‘gigante acordou’. Em 2015, as mobilizações são mais homogêneas, agora temos um viés mais conservador, mais de direita. Quando olhamos o perfil e as percepções, vemos que os manifestantes, são em sua maioria, classe média, com escolaridade e renda alta, eleitores de Aécio Neves e Marina Silva no primeiro turno, e de Aécio no segundo. As pautas são a favor do impeachment e de uma intervenção militar, este último, considerado como inconstitucional, pois estão fazendo uma apologia à mudança de uma democracia. O impeachment é constitucional, mas para que ele ocorra é preciso que se prove que a presidente cometeu os crimes pelos quais está sendo acusada. As pessoas estão fazendo acusações sem antes ter provas”, afirma Vitor de Angelo.
Em caso de impeachment e de renúncia, quem assume é o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), que deve tentar um governo de coalização nacional, em que todos os partidos fazem um pacto de cooperação mútua e dividem o poder.
“Se a presidente sofrer um impeachment o Michel Temer assume. Ele é um político do PMDB mais conciliador e a tendência é que tente fazer um governo de coalização nacional e de transição, juntando as diferentes forças políticas até o término do mandato. Em caso de renúncia, quem também assume é o vice-presidente. A única diferença entre um e outro é que em caso de renúncia, a Dilma pode passar uma imagem de que ficou intimidada por questões políticas em um regime democrático, enquanto que ela soube passar por situações de tortura em um contexto de ditadura. Tudo tende a fazer com que ela fique no governo, só que com cada vez menos apoio. Imagina você ser uma presidente com 6% de aprovação durante quatro anos? Ela fica em uma posição muito frágil. O fato de o governo ter recebido apoio do Renan Calheiros só implica ainda mais nessa situação de revolta por parte da população, pois a sua base eleitoral que já está insatisfeita se sente traída mais uma vez. Ela não tem como cumprir sua agenda prometida em 2014”, acrescenta Vitor.

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