Domingo de protestos de pressão à Conferência do Clima

Começou hoje (30), em Paris, a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas (COP 21), com 150 chefes de estado. Durante o fim de semana, vários deles chegaram a Paris, local onde está acontecendo o evento.

Por conta de ataques terroristas que aconteceram no dia 13 de novembro, manifestações foram canceladas. A alternativa dos manifestantes foi colocar pares de sapatos na Praça da República, neste domingo (29) onde também há homenagens aos mortos na ação terrorista.
No meio dos sapatos de populares também estavam um par do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, da atriz Marion Cotillard, da estilista Vivienne Westwood, e do papa Francisco.
O objetivo dos manifestantes é pressionar os líderes mundiais a tomar medidas concretas contra o aquecimento global e a preservação do planeta. Formou-se também um cordão humano que ligou o trajeto previsto para a manifestação, entre a Praça da República e a Praça da Nação.

Mais de 120 mil polícias e militares estão nas ruas para proteger os líderes e diplomatas. Alguns dos manifestantes tentaram romper o cordão de policiais que estava formado na praça da República e se formou uma confusão.
Os ambientalistas que organizaram o manifesto silencioso tentaram impedir que os manifestantes mais exaltados continuassem a enfrentar a polícia.
Da reunião entre os líderes espera-se a aprovação de um novo tratado para conter o aquecimento global e que os países definam o que fazer para evitar que a temperatura da terra suba mais de dois graus até ao fim do século.

Rio Doce
No Brasil, a mobilização foi através da Marcha pelo Clima, realizada no Rio de Janeiro, nas praias de Ipanema e de Copacabana, na zona sul da cidade, também com o objetivo de pressionar a Conferência do Clima.
Eles pediram que os países cheguem a um acordo para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. A caminhada integrou-se a outras mobilização que ocorreram em várias partes do mundo e apontaram para a gravidade da crise climática.

A declaração conjunta dos movimentos e coletivos participantes da marcha no Rio, destacou dez reivindicações socioambientais relacionadas à mudança do clima, entre elas o fim de subsídios aos combustíveis fósseis, combate ao desmatamento, fomento à micro e à minigeração de energia solar e eólica e preservação dos recursos hídricos. Os manifestantes defenderam ainda o aprofundamento das investigações sobre o derramamento de lama de rejeitos no Rio Doce.
Para o diretor-executivo do Centro Brasil pelo Clima (CBC), Alfredo Sirkis, a manifestação no Rio de Janeiro foi bastante significativa e expressou o sentimento da população em relação à questão climática. Sirkis, que viaja hoje para Paris para participar da COP 21, considerou que a proposta que será apresentada pelo Brasil no encontro não é ruim e ressaltou que o país é o único em desenvolvimento a reduzir as emissões.
“Temos uma meta de redução de 43% [das emissões de gás carbônico] até 2030. Comparativamente com outros países é bom, mas em relação ao tamanho do problema é muito pouco ainda. Se a gente pegar o somatório das metas voluntárias anunciadas por vários países, estamos ainda muito aquém do necessário para manter o aumento da temperatura do planeta neste século em menos de dois graus”, analisou.

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