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sábado, 15 maio 2021

Dois William Douglas

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2 William Douglas

Há dois William Douglas juízes: o estadunidense e o brasileiro

Por Davi Lago

O primeiro, William O. Douglas (1898-1980) foi Justice (ministro) da Suprema Corte. O brasileiro, William Douglas R. dos Santos (1967-) foi empossado desembargador em março e é um dos nomes cogitados para uma vaga no Supremo Tribunal Federal conforme apuração de veículos como Poder 360, Folha de S.Paulo, O Dia, O Globo, Carta Capital, Gazeta do Povo, O Tempo, Metrópoles, O Estado de S. Paulo e Veja.

O norte-americano, era filho de um pastor protestante, também chamado William Douglas, foi um pacifista e ficou conhecido por seus posicionamentos democráticos e sua longevidade na magistratura. O brasileiro é protestante, pacifista, e conhecido por sua atuação enquanto juiz federal na 4a Vara Federal de Niterói – famosa por sua eficiência acima da média entre as congêneres. Vale destacar que a produtividade da equipe do William Douglas brasileiro chegou a ser objeto de tese de doutorado.

Ambos os juízes são conhecidos por ações em prol da coletividade. O americano foi um dos pioneiros no movimento ambiental americano. O brasileiro é ativo há mais de vinte anos em ações de enfrentamento ao racismo e a favor da tolerância religiosa. O americano é até hoje o Justice que mais tempo permaneceu na Suprema Corte: 36 anos e 211 dias.

O brasileiro, juiz desde 1993, foi empossado em março como desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Por ocasião da posse, notória foi a fala de encerramento pelo desembargador Messod Azulay, presidente do Tribunal: “Sua excelência ascende a esta Corte após 28 anos de magistratura sem nenhuma mácula em sua biografia. Hoje, podemos nos ufanar de contar com esse mestre ao nosso lado”.

É, no mínimo, curioso o paralelo entre os dois William Douglas. Contudo, comparações à parte, é importante destacar: o escrutínio para o STF envolve a sociedade. Conforme a legislação brasileira o processo de escolha de novos ministros do Supremo Tribunal Federal passa pela indicação do presidente da República e pela sabatina do Senado Federal – ou seja, representantes eleitos pelo povo. Crivos públicos são próprios do Estado Democrático de Direito.

Afinal, a transparência na condução do poder é a regra da democracia, enquanto a opacidade é característica de sistemas autoritários. Vale a pena a sociedade estar atenta às etapas desta escolha. Como disse o estadunidense William Douglas: “o melhor desinfetante é a luz do sol”.

Davi Lago, Capelão da Primeira Igreja Batista de São Paulo

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