Dois ministros de Temer são líderes de igrejas evangélicas

Entre as nomeações do novo governo do presidente em exercício, Michel Temer (PMDN), estão o pastor da Assembleia de Deus, Ronaldo Nogueira, no Ministério do Trabalho, e o bispo de igreja Universal Marcos Pereira na pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Pastor Ronaldo Nogueira é deputado federal eleito por dois mandatos consecutivos, ele é do PTB do Rio Grande do Sul, sendo a indicação do partido, hoje na base do governo, e é membro da Frente Parlamentar Evangélica.

O parlamentar de 50 anos é também graduado em Administração de Empresas pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Porto Alegre, além de possuir especialização em Gestão Pública pela Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Com experiência administrativa, foi vereador em sua cidade por quatro mandatos. Também foi secretário de Habitação e Assistência Social e de Obras e Serviços Urbanos do Rio Grande do Sul, ocupando ainda os cargos de diretor do Departamento de Transportes e posteriormente de diretor-presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS).

Como deputado federal, presidiu a Comissão Especial que trata dos projetos que mudam a Lei Geral de Telecomunicações e propôs a criação do Programa Nacional de Renovação de Frota de Veículos Automotores, que cria incentivos para a substituição de automóveis com mais de 15 anos.

O capixaba de Linhares, Marcos Pereira é presidente do PRB e foi indicado inicialmente para Ciência e Tecnologia, mas foi descartado após ter sido levantada a polêmica por conta de ser bispo de Igreja Universal. Então, assumiu a pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Com 44 anos, é advogado e presidente nacional do partido que conta com 22 deputados federais e um senador. Foi o primeiro a desembarcar do governo de Dilma Rousseff, ao devolver o Ministério do Esporte, então ocupado por George Hilton.  No dia 2 de maio, Pereira publicou na página do seu partido uma mensagem sobre a posição do PRB diante da condução do processo de impeachment. “O PRB saiu da base de apoio do governo Dilma Rousseff (PT) e deixou o Ministério do Esporte em pleno ano de realização das Olimpíadas por entender que houve crime de responsabilidade e pela dificuldade de diálogo que a presidente e seus auxiliares mais próximos sempre impuseram aos aliados”, destacou.