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sábado, 15 junho 2024

Doenças cardiovasculares lideram causas de mortalidade feminina

Foto: Reprodução

No Brasil, houve um aumento de 62% nas mortes por infarto de mulheres com idades entre 15 e 49 anos. Na faixa etária de 50 a 69 anos, a alta é de 176%

Por Patricia Scott

No Brasil, as mulheres estão morrendo mais por causa de problemas no coração e no sistema circulatório. As doenças cardiovasculares passaram a liderar as causas de mortalidade feminina, na frente dos cânceres de mama, útero e ovário.

Para alertar sobre essa realidade, médicos, instituições e entidades de saúde se mobilizam nesta terça-feira, 14 de maio, para celebrar o Dia Nacional da Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher. A data foi estabelecida pela Lei 14.320 de 2022, com o objetivo de chamar atenção de toda a sociedade para o problema.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostram que, no Brasil, houve um aumento de cerca de 62% nas mortes de mulheres de 15 a 49 anos por infarto. Na faixa etária de 50 a 69 anos, a alta é de aproximadamente 176%.

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O estudo da SBC aponta que “as mulheres apresentam maior frequência de fatores de risco cardiovascular (FRCV) não tradicionais, como estresse mental e depressão, e sofrem maior consequência das desvantagens sociais devido a raça, etnicidade e renda. As mulheres têm, ainda, os fatores de risco (FR) inerentes ao sexo, como gravidez, menopausa e menarca, entre outros”. 

Fatores de risco e prevenção

As mulheres costumam ter doenças cardiovasculares mais tardiamente do que os homens, segundo estudo apresentado no Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). A pesquisa também mostra que elas buscam ajuda médica em fases mais avançadas, o que pode ajudar a explicar por que têm duas vezes mais chances de morrer de infarto do miocárdio (ataque cardíaco) do que os homens.

Alimentação inadequada, baixa atividade física, consumo de álcool e tabagismo são importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares em mulheres, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Essas doenças são mais prevalentes nas classes sociais menos favorecidas da população, sendo considerável o aumento da incidência de doenças cardiovasculares após a menopausa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica algumas formas de prevenção. Uma delas é o controle do peso, além da administração do estresse. Evitar alimentos ricos em sódio e os ultraprocessados, praticar atividade física regular [caminhada, corrida, natação] e procurar atendimento cardiológico pelo menos uma vez ao ano. É recomendada, ainda, uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. 

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