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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Doenças articulares: como evitar dores e desconforto nos pets?

Foto: Reprodução

Dias com temperaturas mais baixa demandam cuidados especiais na rotina de cães e gatos

Por Patricia Scott

Com a chegada do inverno e das temperaturas mais baixas, os tutores precisam redobrar os cuidados como os bichinhos, principalmente com aqueles que sofrem de doenças articulares. Assim, o primeiro desafio é diferenciar sinais de dor da letargia proveniente das baixas temperaturas.

“É comum que cães e gatos pareçam mais preguiçosos devido ao frio, buscando ficar mais tempo nas caminhas e cobertores e reduzindo atividades físicas. No entanto, esses também podem ser sinais de dor ou desconforto”, afirma a veterinária Farah de Andrade.

Sendo assim, segundo a especialista, o tutor precisa avaliar se o animal se anima nos horários mais quentes do dia ou com o ambiente aquecido. Além disso, “observar se apresenta dificuldade para se levantar ou se deitar, claudicação ou andar rígido, relutância em subir escadas, irritabilidade ou agressividade, redução do apetite e lambedura nas articulações”.

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Farah observa que detectar sinais de dores em felinos é ainda mais desafiador. Isto porque eles costumam mascarar doenças e mal-estar como forma de não demonstrar fraqueza no ambiente em que vivem.

“Dificuldade para saltar, subir e descer móveis, andar curvado ou mudar a posição de dormir, mudança de apetite e nos hábitos de higiene, apresentando pelos mais sujos ou emaranhados, são grandes indícios de dor”, detalha, acrescentando que “a causa mais comum de dor crônica em gatos é a doença articular degenerativa (DAD), caracterizada pela degeneração e inflamação nas articulações e que tende a piorar nos períodos mais frios”, esclarece Farah.

A especialista pontua ainda que o frio provoca rigidez muscular e vasoconstrição (redução do tamanho do vaso sanguíneo) no organismo dos animais, aumentando a densidade e o acúmulo de líquido nas articulações e reduzindo a circulação de oxigênio pelos tecidos. “Esses efeitos geram mais dor em animais que sofrem de osteoartrite (condição degenerativa que causa dor e inflamação nas articulações), artroses (desgastes da cartilagem), displasias (malformações de quadril ou cotovelo), artrite reumatoide (doença autoimune) ou doenças osteoarticulares crônicas”.

Por isso, Farah recomenda manter os animais em ambientes aquecidos e com roupas e cobertas apropriadas, estimular uma rotina de exercícios moderados para evitar a rigidez das articulações. Ela recomenda ainda evitar caminhadas e corridas em pisos escorregadios ou instáveis e manter o pet com o peso adequado. 

Tratamento

Além do manejo do ambiente, consultas regulares com médicos-veterinários são cruciais para detectar e tratar doenças articulares. “Cirurgias e fisioterapia podem ser indicadas, além do uso contínuo de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, que podem ter as doses ajustadas conforme a evolução do paciente ou alterações ambientais”, explica Farah.

Uma dica da veterinária é a manipulação de medicamentos com sabores e formas farmacêuticas diferenciadas, que tornam o tratamento mais agradável e prazeroso para o pet. “Um medicamento em forma de molho sabor frango ou biscoito sabor picanha, por exemplo, vai estimular o bichinho e melhorar a adesão ao tratamento”.

A prevenção e a complementação do tratamento com nutracêuticos podem fazer uma grande diferença: “O uso do UC-II, ou colágeno tipo dois, é indicado para os animais com doenças articulares, pois desacelera a destruição articular e reduz os quadros de inflamação. A cúrcuma tem propriedade anti-inflamatória, a condroitina protege a cartilagem e a glucosamina tem o poder de fortalecer o tecido cartilaginoso lesado”, finaliza Farah. 

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