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sexta-feira, 10 julho, 2020

Precisamos falar sobre dinheiro e trabalho nas igrejas

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Por que há uma barreira no ambiente evangélico quando o assunto dinheiro e trabalho são abordados? Esse bloqueio traz muitos problemas desnecessários.


Hoje, dentro da maioria das igrejas brasileiras, existe um bloqueio que impede que os assuntos relacionados a dinheiro e trabalho sejam devidamente ministrados, debatidos e ensinados. Esse fato traz inúmeras consequências negativas para a geração atual da igreja e, se nada for feito, poderá impactar as futuras gerações.

Dinheiro e trabalho fazem parte das nossas vidas. Dedicamos nossa infância e juventude nos preparando para o mercado de trabalho. Investimos mais tempo e recursos em faculdades e pós-graduações, para estarmos aptos a crescermos na carreira e melhorarmos nossas empresas. Passamos mais tempo nos ambientes de trabalho do que ao lado de nosso cônjuge e filhos. Com relação ao dinheiro, praticamente todas as decisões que tomamos têm impacto financeiro. Algumas de menor peso, mas muitas outras que impactam anos das nossas vidas – onde morar, qual curso fazer, casar, ter filhos, comprar ou alugar, guardar ou financiar, e assim por diante. Meia dúzia de decisões que vão determinar os próximos 20-30 anos da sua vida.

Por que há então uma barreira no ambiente evangélico quando o assunto dinheiro e trabalho são abordados? Acredito que por uma série de razões nós, cristãos protestantes brasileiros, criamos esta aversão nos nossos corações.

Dinheiro e trabalho

Em 1º lugar, creio que uma sequência de maus exemplos marcou não somente a igreja, mas a sociedade brasileira nas últimas décadas. Líderes religiosos explorando descaradamente os fiéis, com uma discrepância que não se via desde a Idade Média entre os dedicados ao ministério e o povo trabalhador. Com uma sociedade ferida, uma igreja machucada e pessoas traumatizadas, fica praticamente impossível abordar o tema sem que haja ressalvas e preconceitos. Incomoda, é um fato.

Outro grave problema foi a maneira como a “teologia da prosperidade” foi adotada e pregada no país neste último século. Eu acredito que existem riquezas espirituais por trás das passagens utilizadas, mas como diria o famoso ensinamento “texto fora de contexto gera pretexto”. Muitas verdades foram ensinadas, mas com objetivos e embasamentos completamente distorcidos das suas essências. Por fim, a volta da separação entre o que é “santo” e o que é “secular” novamente afugentou do nosso meio os ricos ensinamentos que temos como herança na bíblia. Afinal, temos dezenas de capítulos e milhares de versículos que abordam os temas – teriam sido colocados por Deus na bíblia em vão? Acredito que não.

Razões para o debate

Os argumentos acima são alguns que explicam por que não falamos sobre dinheiro e trabalho. Mas existem tantos outros que deveriam nos convencer a sempre falar sobre estes temas.

Por exemplo, a igreja tem se levantado em favor da família nestes últimos 20 anos. Mas qual é o principal motivo dos divórcios na nossa sociedade? Dinheiro é a resposta de mais da metade dos casais quando saem do cartório. Quase 70% das famílias no Brasil estão endividadas e pouquíssimas sabem lidar com isso. Assim, deveríamos nos levantar e combater esta mal. E existem sim princípios e ensinamentos na bíblia sobre o tema. Afinal, dívida e juros são conceitos que existem bem antes de Jesus ter vindo para a terra 2 mil anos atrás. A igreja deveria ser a instituição mais apta para ajudar estes casais, mas nosso preconceito com o tema nos impede de assumirmos este papel.

Por fim, o próprio Messias sabia da importância desses temas para nós, fato comprovado por ter utilizado exemplos do dia a dia dos trabalhadores da época – semeadura/colheita, esforço, lealdade, demissão, propina, entre outros – para explicar conceitos espirituais do Reino de Deus e também sobre a salvação. Isso deveria servir de exemplo para nós também: se pregássemos com exemplos do cotidiano das pessoas, que envolve dinheiro e trabalho, certamente teríamos templos mais cheios e pessoas com mais vida.

Portanto, creio que a igreja deve deixar de lado estes problemas do passado e vencer os seus traumas. Devemos tirar o preconceito e buscar as verdades bíblicas para crescermos como organização e como sociedade. Devemos entender a essência dos ensinamentos e princípios bíblicos e os colocarmos em prática. Não temos ideia do que isso poderá gerar de impacto positivo nas próximas gerações.


Gustavo B. é formado em Administração pela FGV-EAESP e tem mestrado internacional em Administração. É também pastor de uma igreja em Santo André-SP, a partir de onde desenvolve um trabalho voltado para a área financeira e profissional sob a perspectiva bíblica.


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