O amor não conta cromossomos

21 de março é Dia Internacional da Síndrome de Down. Foto: Reprodução

Com cada vez mais informação, a qualidade de vida das pessoas com Síndrome de Down tem aumentado

O dia 21 de março é marcado pelo Dia Internacional da Síndrome de Down, criado com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários,  bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade.

A data comemorativa está no calendário oficial da Organização das Nações Unidas, sendo comemorada pelos 193 países-membros da ONU.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma mutação do material genético humano, presente em todas as raças. É causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

Avanços

Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial – ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, o sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.

São grandes os desafios, mas também há muito o que comemorar. Segundo dados do Ministério da Saúde, a expectativa de vida dessa população praticamente dobrou nos últimos 30 anos. No fim da década de 80 a média de vida era de 25 a 30 anos, hoje, a expectativa está na casa dos 60 e não para de crescer.

Na educação, instituições de ensino buscam cada vez mais preparo. Monyck Valasco, é mãe de Murilo, de 6 anos. À Comunhão ela compartilhou que, até o presente momento, sempre teve experiências maravilhosas nas escolas pelas quais o filho passou em Vitória (ES). “Ele tem convívio escolar desde os 3 anos, e sempre foi muito bem acolhido na rede pública. Embora não fossem especializadas em Educação Especial, as professoras sempre orientaram os outros coleguinhas sobre a situação do Murilo e a turma, como um todo, cria um amor muito grande por meu filho”, comemora.

“Vejo que as professoras procuram inseri-lo nas atividades do dia a dia, ainda que, com suas dificuldades, muitas vezes quisesse se manter fora de algumas. Ele sempre foi tratado como todos os outros. Sempre dei liberdade a elas de agirem com ele exatamente como agem com as crianças que não tem a síndrome. Na hora da correção, se ele fizesse algo de errado, pedi pra que fosse aplicado a ele a mesma correção que uma outra criança receberia. Nunca tratei Murilo com pena”, relata Monyck que é professora por formação.

A expectativa de Monyck é que o filho sempre possa contar com todo apoio necessário para se desenvolver a seu tempo. “Que continue interagindo bem com os colegas, sendo aceito apesar das diferenças. Que ele se sinta parte desse todo, continue tendo alegria em ir à escola e seja o melhor que ele puder ser. Sempre terá meu apoio e amor incondicional!”, conclui.


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