Não à intolerância religiosa e à discriminação

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O Dia Mundial da Religião traz à memória a promoção da convivência e do diálogo inter-religioso, buscando um futuro livre de preconceito, discriminação e intolerância. 

Nos dias de hoje, uma das problemáticas mais importantes e que merece ampla reflexão é a presença da religião no espaço público. Na verdade, historicamente, as religiões e Igrejas sempre estiveram no domínio público como uma poderosa força econômica e política.

Um dos exemplos da sua presença no espaço público é o Dia Mundial da Religião, comemorado sempre nesta segunda (21). É uma data muito importante, não só do ponto de vista da fé, mas também, é uma boa oportunidade para reforçar o debate sobre a relação da religião e a sociedade.

E um momento para promover a convivência, o interconhecimento e o diálogo inter-religioso, buscando um futuro livre de preconceito, discriminação e intolerância.

“Deus nos dá uma orientação sobre estas pessoas altamente religiosas que com falsa humildade e aparência de sabedoria, julgam-se melhores do que os outros”, explicou o pastor Walter Isaac, líder do Ministério Gerar Brasil, em Brasília (DF).

Em um país predominantemente cristão e em um Estado onde mais de um terço da população professa a fé evangélica ainda existe discriminação.

No Brasil, segundo balanço do Ministério dos Direitos Humanos, entre 2011 e 2017, o Disque 100 (canal responsável pelo recebimento de denúncias) recebeu quase dois mil registros de casos de discriminação religiosa.

Intolerância Religiosa

Neste 21 de janeiro também é o Dia Nacional de Combate à Intolerância religiosa. Essa data serve para alertar as pessoas sobre o problema da intolerância gerado pelo desrespeito às diversas crenças existentes no mundo.

Exemplo disso são os constantes ataques à Igreja Evangélica. Fruto da perseguição religiosa, Templos religiosos são atacados por islamistas. Vários cristãos foram mortos por defenderem sua fé no mundo. Em janeiro do ano passado, a Fundação Ajuda à Igreja que sofre (ACN) mostrou em um relatório que a perseguição entre 2015 e 2017 foi a pior da história. Comunhão já retratou o assunto por várias vezes.

Saiba mais sobre os ataques que vem acontecendo nas Igrejas Evangélicas.

Esses episódios de violência às igrejas têm chamado atenção das autoridades mundiais.  O presidente da Convenção Batista brasileira, Roberto Silvado argumenta que muitos procuram implantar a mentira de que o Estado laico é ateu.

“Isso é fruto de perseguição religiosa e preconceito. Estado laico não tem religião oficial, mas garante o direito à liberdade religiosa de todos os seus cidadãos”, diz. Outro caminho, que é dever do cristão, é “orar e lutar contra preconceito, mudar leis injustas, ser resiliente”, conclui Silvado.

“Nós, cristãos convertidos ao Senhor e sua Palavra, devemos tolerar não julgando, mas na observação de uma soberba decida, pois os próprios se destroem com suas perfidias inconsequentes. Tolerar e acima de tudo exercer misericórdia, o que é difícil mas nunca impossível”, concluiu o pastor Walter Isaac.


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