30 de agosto, dia Nacional do Perdão

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo. (Ef. 4:32)

Nesta quinta-feira, 30 de agosto, foi celebrado o Dia Nacional do Perdão. E  existem muitas passagens na Bíblia que nos remete á importância de sermos capazes de perdoar. Uma delas está em Mateus 18: 21-22: “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

O Brasil tem vivido momentos conturbados, com falta de amor, compaixão, altruísmo e empatia ao próximo. Pessoas estão se amargurando e brigando umas com as outras por motivos banais. Espalham discursos de ódio nas redes sociais por se sentirem protegidos por trás de uma tela. Mas há pessoas que anseiam o bem, mesmo àqueles que lhe ferem o coração.

Como surgiu a data

A deputada federal Keiko Ota, de São Paulo, teve uma triste história com o seu filho Ives Ota, que foi sequestrado e morto, aos oito anos de idade, no dia 30 de agosto de 1997. Após conhecer os assassinos do menino, a deputada e o seu marido, Masataka Ota, decidiram perdoá-los.

Foi através desse episódio que a parlamentar resolveu criar o projeto de lei 13.473/2017, que institui o Dia Nacional do Perdão. Virou lei! Foi sancionado pelo presidente Michel Temer. Celebrado no dia 30 de agosto, o mês passou a ser chamado de Agosto Violeta.

O pastor Paulo Lima, do Ministério Família debaixo da Graça, em Bragança, SP, destaca que o perdão cristocêntrico é a única “religião” que cede orações ao próximo. A misericórdia e o perdão são o evangelho de Cristo Jesus!. “Perdoar é abrir a porta das possibilidades. Inclusive passa por fases, psicológicas, bioquímicas e espirituais”.

O pastor afirma também que, quando a proposta do perdão acontece geralmente o ofendido resiste “transitando” por oito fases que começam com a indiferença, raiva, conflitos, frustrações, entre outras.  E por fim quando o bom humor volta, tudo é apagado e retoma a normalidade.

Testemunho

Pastor Paulo já havia compartilhado em uma edição anterior à redação da Comunhão que, o seu pai o espancava ao invés de aconselhar. Diante do espancamento ele não conseguia chorar. “Eu estou apanhando injustamente. Minha pele ficou na água. E eu não conseguia chorar. Fiquei um mês sem ir na escola por que eu considerava o meu pai como herói. O homem que deveria me defender, agora é meu agressor. A alma  não se limpa de dores. O tempo isola e congela, mas o sentimento fica na alma”, declarou.

Após 30 anos marcados pela dor e desapontamento, o Paulo se reconciliou com seu pai. “Aquele dia foi muito especial, consegui chorar compulsivamente. Hoje, com 50 anos, a minha amizade com o meu pai é muito melhor”, disse.

O perdão é o lime da alma do ser humano e, Deus é quem promove o arrependimento da pessoa, concluiu o pastor.

Yom Kipur

No judaísmo a data é celebrada desde os tempos do novo testamento e é o dia mais sagrado do calendário judaico. O Yom Kipur (dia do perdão em hebraico) não tem uma data fixa, mas é comemorado no equivalente aos meses de setembro a novembro do calendário cristão.

Juntamente com o jejum, o Yom Kipur é uma data de intensa oração e contato com Deus. É comum fazer durante o feriado, as orações Vidui, uma confissão, e Al Chet, uma lista de transgressões entre o homem e Deus e o homem e seu semelhante. Durante essa oração, é possível incluir qualquer pecado que se queira na lista apropriada.

A celebração é encerrada após a repetição da oração “O Senhor é nosso Deus” por sete vezes. O Shofar é tocado e a congregação proclama: “No ano novo em jerusalém”.


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