A força dos nossos jovens

Foto: Reprodução/UMP

“Jovens, sois fortes, e a palavra de Deus está em vós”. João 2:14

Dia 30 de março, comemora-se o Dia Mundial da Juventude. A juventude é considerada a etapa entre a infância e a maturidade, que possui variações de idade e ocorre de acordo com a cultura de cada local. Mas segundo a PEC da Juventude, aprovada em 2010 pelo Congresso Nacional, é considerado como jovem no Brasil, todo aquele cidadão que possui idade entre 15 e 29 anos.

A data foi instituída em 1985 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para refletir e discutir políticas públicas de valorização dos nossos jovens e também de suas responsabilidades na sociedade. Um momento propício para indagar: quais são os desafios da juventude de hoje?

Miquéias Rodrigues

Miquéias Rodrigues, de 24 anos, é pós-graduando em Políticas Públicas. Para ele, o maior desafio que existe para a juventude atual é o de entender seu propósito de vida, e descobrir qual a sua vocação. “A auto-sabotagem existe e precisamos vencer isso. É aquele lance de você ser o seu maior vilão”, explica o líder do Movimento Fora Do Aquário, em Suzano (SP).

“Nesse Dia Mundial da Juventude quero deixar uma dica: vença a procrastinação e descubra já o seu propósito de vida”, aconselha Miquéias.

“Eu amo minha geração porque vejo nela a esperança de dias melhores e a força da transformação. Sinal disso é a grande onda de transformação política que aconteceu na última eleição em nosso país. Os jovens não só foram para as ruas, como se colocaram como opção de transformação para a atual condição política que vivemos. E não apenas na área política, mas em todas as demais esferas da nossa sociedade. A juventude brasileira tem se despertado aos poucos e entendido que também temos uma grande parcela de responsabilidade na sociedade”, aponta.

“Uma frase que sempre levo comigo de um dos grandes homens que já viveu e que dedicou sua juventude em uma causa nobre deixando seu legado é: ‘Quem não tem uma causa pela qual morrer não tem motivo para viver’”, mencionou Martin Luther King.

A FORÇA da juventude

O presidente da Confederação Nacional de Mocidade (CNM),  Matheus Souza, compartilhou com a Comunhão sobre como a Mocidade Presbiteriana tem sido incentivada a se dedicar à criatividade, aptidão, talentos, habilidades para o Reino de Deus. “É gratificante notar o empenho de diferentes irmãos ao trabalho sem interesse de obter nada em troca, certos de que ‘somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas’”, explica. “Jovens que, muitas vezes, abrem mão do conforto de seus lares, para pregar o evangelho em Projetos e Viagens Missionárias, que se doam em prol da felicidade do próximo, que se preocupam com o meio ambiente e o bem estar da sociedade, que doam sangue, que são voluntários, que choram com os que choram e se alegram com os que se alegram”, ressalta.

União de Mocidade Presbiteriana. Foto: Reprodução
Apoio da igreja

Matheus conta que a estrutura de sociedades internas da Igreja Presbiteriana do Brasil é um excelente auxílio e possui um formato que propicia aos jovens experimentar e executar a força descrita pelo apóstolo João. “É verdade que temos dificuldades e que em algumas regiões essa força precisa ser despertada, mas cabe registrar que por onde passamos, quando há apoio da igreja e liderança o trabalho é notadamente forte”, pondera.

Um dos projetos que a juventude presbiteriana está engajada é o “Somos todos Peregrinos”, que traz à memória a ordem do Senhor no empenho e dedicação àqueles que estão vulneráveis, precisando ser assistidos em suas necessidades. “Somos chamados a dispensar ao próximo, amor e serviço pleno, em obediência ao mandato do Senhor. Assim, o projeto propõe o despertamento da juventude presbiteriana quanto à necessidade de buscar exercer atos de misericórdia para com os refugiados, revelando os valores do reino de Deus”, explica o presidente.

O engajamento da mocidade presbiteriana neste projeto tem sido principalmente com levantamento de ofertas e recursos para entidades que estão trabalhando no acolhimento e proclamação do evangelho de Cristo a esses povos. Nos estados que têm maior incidência de refugiados nota-se o engajamento mais prático dos jovens, através do voluntariado no auxilio a saúde, educação, saneamento, entre outros.


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