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terça-feira, 28 maio 2024

Dia Internacional da Menina: quando a dor e a esperança dão as mãos

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O “Dia Internacional da Menina”, foi proposto como uma resolução pelo Canadá na Assembleia Geral das Nações Unidas - Foto: Point Studio

“Quero que as meninas brasileiras sejam felizes e poderosas”, disse Ana Clara, de 7 anos, para milhões de outras que sofrem fome e violência.

Por Lilia Barros

Não! O Dia das Meninas não foi criado para ser véspera do Dia das crianças. A data existe há apenas uma década e foi pensada para alterar a realidade de milhões delas que vivem situações de pobreza, violência e desigualdade no mundo.

Em vários países as meninas simbolizam a delicadeza, sonhos, beleza e amor. Para muitas delas, o universo infantil é quase um conto de fadas e a história sempre termina com “E foram felizes para sempre…” Mas para outras, tudo que elas conhecem são as privações de todo tipo e termina sempre do mesmo jeito: vão dormir com fome no final do dia.

Uma pesquisa feita com mais de 1.700 meninas de 6 a 14 anos nas cinco regiões do Brasil, em 2013, intitulada “Crescendo entre direitos e violências” revela um panorama preocupante. As informações levantadas denunciam um contexto de gritantes desigualdades de gênero, que prejudica o pleno desenvolvimento de suas habilidades para a vida. E os exemplos são alarmantes:

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Enquanto 76,8% lavam louça e 65,6% limpam a casa, apenas 12,5% dos seus irmãos homens lavam a louça, e 11,4% dos seus irmãos homens limpam a casa. Além disso, segundo o levantamento, uma em cada cinco meninas conhece outra que já sofreu violência, e 13,7% das meninas de 6 a 14 anos trabalham ou já trabalharam.

O que mais impressiona é que as próprias meninas não se sentem merecedoras dos direitos que lhe são garantidos por lei e se sentem inferiores aos meninos. O levantamento constatou que 37,7% das meninas brasileiras acham que, na prática, meninas e meninos não tem os mesmos direitos.

O “Dia Internacional da Menina”, foi proposto como uma resolução pelo Canadá na Assembleia Geral das Nações Unidas, que votou a resolução que adotou o dia 11 de outubro de 2012 como o ano inaugural da data. Em todo o mundo, o dia é celebrado com ações de conscientização em diversas áreas.

Veja o que elas pensam!

Dia Internacional da Menina: quando a dor e a esperança dão as mãosSophia Suim Gonçalves Gomes, de 13 anos, se preocupa com o futuro das meninas brasileiras.

“Eu espero que no futuro do Brasil, as meninas sejam mais respeitadas, mais valorizadas e mais unidas”.

Para curtir o dia, nada melhor que assistir a um filme juntas, mas também passar o dia em casa conversando, falando de maquiagem, roupas novas, esmaltes, novela, filme e muuuitas outras coisas é uma boa opção. São programinhas de amigas de verdade, que pode estar de pijama e com o quarto bagunçado que está valendo. 

ANA_CLARA_COMUNHÃOAna Clara Fernandes Rangel Barros, mora no Rio de Janeiro, tem apenas sete anos e fala com espontaneidade sobre como se sente sendo menina e o que deseja para as meninas do Brasil. “Eu gosto de ser menina por que é bom ter cabelo grande e curto e é bonito usar vestido e maquiagem. Quero que as meninas brasileiras sejam felizes e poderosas”, disse.

MELISSA_ComunhãoA Melissa Bernardo Pedro Roza, de 10 anos, mora em Minas Gerais e abraçada a avó, pastora Eristela Bernardo, ela aponta para um futuro com uma visão espiritual. “O meu sonho de menina é que nunca falte a família e Deus na minha vida. Eu desejo que as meninas do Brasil tenham sabedoria, alegria e amor.”

A pastora Eristela entende que é preciso se ater a necessidade de cuidar dessas jovenzinhas desenvolvendo políticas públicas voltada para a proteção dessas meninas. “As meninas refletem tudo de mais lindo criado por Deus. Como avó de menina, fico encantada com tanta pureza, tanto amor e também tanta fragilidade. É triste saber que nem todas podem desfrutar de um lar saudável, de condições de vida decente e do amor, carinho e cuidado que todas merecem. Ver meninas vivendo em condições de vida precária e, ainda, sendo vítimas de violência doméstica e abuso sexual é de se cortar o coração.”

A menina que fugiu da guerra

Quem não se lembra da “A menina da foto”, em que Kim Phuc compartilha detalhes de sua história em seu livro e fala sobre todo o contexto que marcou o antes e o depois da icônica imagem registrada durante a Guerra do Vietnã.

Impactante do início ao fim, ao longo da obra, Kim divide com o público os traumas, os medos, as lutas e os complexos que vivenciou em diferentes fases de sua caminhada e revela o segredo que a fez superar a desesperança, a tristeza e a dor que afligiam a sua alma: a fé inabalável em Jesus Cristo. 

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