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quarta-feira, 6 julho 2022

Dia dos pais

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Gostaria que nesse dia dos pais, tivéssemos mais “pais modelo” para nossa sociedade, que conduzissem suas famílias dentro dos padrões éticos e espirituais

Por Joe Conti

Não tenho dúvidas de que essas datas têm muito mais um apelo comercial do que sentimental, porém sou daqueles que acreditam que tudo que nos faz lembrar de alguns valores inegociáveis da nossa sociedade, podem e devem ser tolerados, mesmo com algumas ressalvas.

Mas como gostaria de ver celebrado o dia dos pais de 2021? Pra começar, gostando ou não, aceitando ou não, vivemos em uma sociedade patriarcal e a importância do pai é significativa e fundamental. Não mudamos nossos valores só porque um determinado grupo assim deseja. Quem estabeleceu o “regime” patriarcal foi Deus, colocando o homem como o cabeça da família. E isso tem consequências que vão além da nossa capacidade de entender ou de alterar.

Por outro lado, é aqui que a coisa complica. Na parábola do servo vigilante (Lc 12:48) Jesus disse que “àquele a quem muito foi dado, muito será exigido”, em outras palavras, o fato de Deus ter estabelecido a importância do homem na família e também na sociedade, acarreta uma responsabilidade muito grande para todos os homens. Por isso gostaria muito de ver nesse dia dos pais, um movimento na direção da conscientização de que nós, pais, homens, precisamos valorizar essa responsabilidade.

Paulo escrevendo aos Tessalonicenses, afirma que eles haviam se tornado “o modelo” para todos os crentes da Macedônia e Acaia. Essa mudança não foi sem luta ou muita perseguição. E Paulo reconhece que a “operosidade da fé”, a “abnegação do amor” e a “firmeza da esperança” foram fatores fundamentais para que chegassem a esse ponto: ser o modelo.

Gostaria que nesse dia dos pais, tivéssemos mais “pais modelo” para nossa sociedade. E olha que sou camarada e até poderia escolher duas, das três qualidades, ou seja, batava ter uma fé enérgica e um amor verdadeiro, ou quem sabe, uma esperança real e uma fé enérgica … Tá, se duas já é demais, pelo menos termos pais com apenas uma das qualidades acima, mas que fossem pais verdadeiros e sinceros. Que conduzissem suas famílias dentro dos padrões éticos e espirituais de forma que tivéssemos famílias estruturadas e dispostas a ser exemplo para a sociedade.

Não sei se estou exigindo muito, mas como sou um sonhador incorrigível e continuo tendo esperança de que o mal não vence pra sempre e como minha fé no papai noel e no coelhinho da páscoa está bem cética, continuo apostando que os pais, uma hora, voltarão a ser pais.

José Ernesto Conti, é pastor da Igreja Presbiteriana Água Viva

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