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sexta-feira, 12 agosto 2022

Dia da mulher e seu papel na igreja: parte 3

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“Penso mesmo que a mulher, com seu jeito de ser e suas múltiplas habilidades, produz o clima, a atmosfera relacional na igreja, para o bem, mas, também, para o mal”

Por Ilma Cunha

Devido as comemorações do Dia Internacional da Mulher a articulista Ilma Cunha, juntamente com a revista Comunhão, entrega uma série de três artigos intitulada “Dia da mulher e seu papel na Igreja”.

A inserção da mulher na igreja está em todos os lugares: da intercessora, mulher de oração, a que acolhe o visitante, a que visita, a conselheira, a discipuladora, a professora da Escola Bíblica, a pastora (em seu pastoreio amoroso), a mestre, pregadora, e tantos outros papéis que a mulher desempenha na igreja, com ou sem cargos. 

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”. 2 Co 4.7

Mas, o vaso é de barro mesmo e somente uma mulher com a identidade afirmada como filha amada do Abba Pai lida com leveza nesse cenário estrutural da igreja sem perder de vista o seu propósito e a sua dependência em Deus.

Penso mesmo que a mulher, com seu jeito de ser e suas múltiplas habilidades, produz o clima, a atmosfera relacional na igreja, para o bem, mas, também, para o mal. Mulheres feridas costumam manifestar suas fragilidades, emoções tóxicas e sentimentos destrutivos também na igreja:  Fofocas, disputas de lugares, invejas, conflitos relacionais, são visíveis e denunciam o adoecimento da estrutura organizacional e da dinâmica relacional na igreja. 

Portanto, o dia internacional da mulher também nos convoca a uma imersão em nossa alma para identificarmos e reconhecermos a necessidade de cura. O potencial da mulher curada no exercício dos seus papéis na igreja, no Reino de Deus, transforma o ordinário no extraordinário; o natural no sobrenatural, quando a sabedoria e a unção do Espírito Santo de Deus estão presentes em sua vida. A visibilidade dessa virtude é perceptível no equilíbrio em sua forma de falar e de agir: “Fala com sabedoria, ensina com amor”. Provérbios 31.26

Concluo com o texto de 2 Timóteo 1.7 para cada mulher nesse tempo de comemoração do Dia Internacional da Mulher:

“Porquanto, Deus não nos concedeu o espirito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”. 

A ousadia e a coragem para desempenharmos o papel feminino com equilíbrio em todos os cenários é uma capacitação que buscamos em Deus e que está à nossa disposição quando decidimos buscar a sabedoria de Deus como um tesouro precioso. 

O poder contextual, advindo de um cargo, é transitório e não é um título que define a identidade feminina, embora muitos se agarrem a um título para serem reconhecidos em seu valor. No entanto, o poder pessoal é a capacitação de Deus nos habilitando com os dons, talentos e todas as virtudes que desenvolvemos em nossa existência.

É nesse poder pessoal, nos outorgado desde a autorização de Deus para nascermos neste mundo, com um propósito definido, como declarado no Salmo 139, que o Espírito Santo de Deus atua com a operação do poder espiritual. Nessa compreensão de que tudo vem de Deus, podemos atuar neste universo com equilíbrio e maturidade para desempenharmos todos os papéis que Deus nos permitir. 

O poema da minha amiga Alda Célia nos presenteia na comemoração do Dia Internacional da Mulher:

É VOCÊ , MULHER!

No princípio, Deus criou,
Criou o céu, a terra, as águas,
Fez a luz e o firmamento,
Fez separação entre as águas e a terra seca,
Fez a relva, as ervas, as árvores,
Fez o sol, a luz e as estrelas.
Fez os animais domésticos, os répteis, os selvagens,
Mas ao homem Ele fez à Sua imagem,
Ele o fez para dominar, se multiplicar,
Encher a terra e a sujeitar,
Mas só depois de fazer a mulher
Ele pode descansar,
Porque você, mulher, é a coroa da Sua criação,
É a parte que preconiza a perfeição,
O gran-finalle de uma orquestração!
Você, mulher, é fonte da beleza,
De graça, de formosura, é o pulsar do coração.
Para o Deus que te criou
Você é maior que o firmamento.
É grandeza do sentimento, é o ápice do amor.
Sem você não há criança,
Não há vida, nem esperança,
Não há multiplicação.

Não há sonho, não há cor.
Pois você, mulher,
É a maior fonte de inspiração
Do verso, da prosa, da canção,
Mais importante que os grandes astros
Mais que a lua, as estrelas
E tudo que se formou,
É você, mulher!
Porque Deus, o Criador
Foi criando e não parou
Enquanto não te criou.
Quando Ele viu a obra-prima,
Seu coração se alegrou
E Ele disse: Perfeito!
E foi então que, satisfeito,
O nosso Deus descansou.

Ilma Cunha é Teóloga, Psicanalista, Terapeuta Familiar Sistêmica, Consultora e Instrutora de Treinamentos na área comportamental em empresas públicas, privadas e empresas familiares. Diretora da DINAMIZE Assessoria Comportamental Ltda. Possui mestrado e doutorado em Psicologia do Aconselhamento na FCU/Flórida/USA.           

 

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