Dia da Igreja Perseguida com data confirmada em 2020

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

“Um cristão não tem direitos na sociedade. É difícil achar um emprego e trabalhar para o governo é impossível”, destaca cristão da Igreja Perseguida

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é o maior evento nacional e interdenominacional de oração pela Igreja Perseguida. O DIP acontece 7 de junho de 2020 com o tema: “Cristãos ex-muçulmanos”. Assim, cristãos de todo o Brasil se mobilizam para participar em sua igreja local.

De acordo com informações, ex-muçulmanos no Norte da África são considerados “infiéis” segundo explica o cristão do Marrocos, Aziz, 33. Em primeiro lugar, a fonte mais comum de perseguição é a família.

“Eles não têm seus direitos respeitados. Alguns são forçados pela família a se divorciar e outros são presos dentro de casa”, revela.

Além disso, o ex-muçulmano destaca que para mulheres convertidas ao cristianismo é mais difícil. “Culturalmente meninos e homens têm mais liberdade e direitos, e estão em uma posição melhor que as mulheres. As mulheres, às vezes, são forçadas a se casar com um muçulmano”, declara.

Uma cristã da Tunísia, Aziah, acrescenta que “geralmente também significa que a família não vai pagar pelos estudos de um filho ou filha ‘infiel’”. Logo, ser expulso de casa significa que não participará de nenhuma celebração em família, pois o cristão não é bem-vindo nas reuniões familiares.

MEIOS DE PERSEGUIÇÃO

Em segundo lugar, Aziz destaca que um cristão não tem direitos na sociedade. Assim, é difícil achar emprego e trabalhar para o governo é impossível. “Eles começam a compilar um dossiê para se livrarem de você. Você não pode viver a sua fé como cristão, não pode orar ou cultuar publicamente e não pode ir a um culto na igreja formalmente”, explica.

Em terceiro lugar, o governo vê os cristãos como pessoas que estão abalando a fé dos muçulmanos, e isso é proibido por lei. Além disso, a mídia propaga variadas informações a respeito do cristianismo.

“Ela diz que a igreja é algo estrangeiro. Ela escreve que muitos vão à igreja por dinheiro. Outros, ela diz, se unem à igreja porque querem sair do país, que não sabem sobre religião, mas o que querem é casar com um estrangeiro”, complementa o ex-muçulmano.

“Tanto eu como minha esposa temos alto nível de conhecimento tanto do islamismo quanto do cristianismo e somos dois marroquinos casados. A mídia nos ataca, mas não está dizendo a verdade”, finaliza Aziz.

Halima expressa seu desejo de que a perseguição desapareça de seu país, dizendo: “A perseguição pode ser comparada ao Drácula, pois suga a vida da igreja”.

Diante dessa realidade os cristãos do Norte da África necessitam do apoio da igreja livre para prosseguir na caminhada e não serem “sugados pela perseguição”, expressa Halima. Participar do Domingo da Igreja Perseguida é sua oportunidade de apoiá-los. Faça seu cadastro e envolva sua igreja no DIP 2020.

*Da redação, com informações de Portas Abertas 


LEIA MAIS

Jovem pastor perseguido virá em novembro ao Brasil 
Os 41 anos do missão Portas Abertas no Brasil 
Cristão nigeriano testemunha no Brasil sobre perseguição